Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/10/2018
“Em um mundo onde existe uma riqueza de informação, existe frequentemente uma pobreza de atenção.” A máxima do político Ken Mehlman ilustra o contexto hodierno mundial, no qual observa-se continuidade do consumo de cigarros mesmo com a intensificação das campanhas de saúde, mascarando as modernizações que as empresas tabagistas desenvolvem para continuar lucrando com a prática. Desse modo, evidenciam-se a popularização do narguilé, bem como os gastos que os fumantes geram para a saúde global. Destarte, é imprescindível que o Estado e a sociedade reformule as medidas adotadas objetivando erradicar essa mazela.
A priori, semelhante ao ocorrido anos atrás com o cigarro, hoje o narguilé se tornou sinônimo de moda entre os jovens. Nessa perspectiva, mediante as campanhas de saúde que passaram a vincular uma imagem negativa do consumo de cigarro, as empresas do meio recorreram ao narguilé como um tabagismo inofensivo aos fumantes e assim permanecer lucrando. Em face dessa conjuntura, a popularização desse novo fumo atrai cada vez um número maior de consumidores que acabam tendo integridade física prejudicada, já que uma hora seguida de fumo do narguilé corresponde ao consumo de cem cigarros, de acordo com uma pesquisa conjunta do IBGE e do INCA.
A posteriori, esse alto consumo preocupa não apenas a Organização Mundial de Saúde (OMS), como também os cofres públicos. Haja vista que em países como o Brasil, anualmente chegam a serem gastos 39,4 bilhões de reais apenas com despesas médicas, devido a correlação que o tabagismo tem com o aumento de casos de câncer, seja ela de boca ou de pulmão, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em face dessa conjuntura, hospitais e postos de saúde brasileiros muitas vezes apresentam uma demanda superior ao que sua infraestrutura é capaz de suportar, infringindo o artigo 196 da Constituição do país devido o acesso desigual à saúde.
Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessar a problemática. Assim sendo, as autoridades internacionais devem assegurar a melhoria das políticas públicas relacionadas à vinculação de programas de saúde, por meio de parceria com empresas privadas, criando acordos para promover uma maior divulgação dos malefícios do narguilé, além de estimular uma progressiva redução de fumantes. Paralelamente, as universidades que ofertam cursos nas áreas médicas, em parceria OMS, podem desenvolver ações que levem o cadastramento em programas que proporcionem o tratamento aos dependentes do tabaco de forma gratuita, objetivando a diminuição da superlotação dos hospitais, por meio de campanhas governamentais contínuas, mobilizações, com o fito de atingir o bem-estar coletivo.