Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 20/10/2018

Durante a Primeira Guerra Mundial, o consumo de tabaco foi bastante idealizado pela indústria midiática visto que diversas empresas, por meio de propagandas, associavam o consumo de fumo à noção de sedução. De maneira analóga, no Brasil o tabaco se faz presente desde o período escravoata e, tal qual na Primeira Guerra, o consumo foi relacionado à ideia de status social até a década de 80. Dessa forma, percebe-se que o tabagismo é uma problemática, visto a precária legislação e o apelo midiático, que visa fomentar o consumo desse produto.

Nessa perspectiva, sabe-se que, de acordo com a legislação brasileira, a venda de cigarros é proibida para menores de 18 anos. Porém, na prática isso não se aplica, já que as fiscalizações dos estabelecimentos que vendem esses produtos não ocorre de forma eficiente. Afinal, os dados da pesquisa nacional de saúde escolar demonstra que cerca de 24% dos alunos já experimentaram cigarro alguma vez na vida e que 6,3% haviam fumado nos últimos 30 dias. Tais porcentagens representam dados alarmantes e evidenciam a facilidade na compra e consumo por esses jovens.

Ademais, é notório que a publicidade tem relação direta com o consumo de tabaco, visto que o costume de fumar sempre foi associado ao poder e à sedução por filmes “hollywoodianos”, principalmente, na década de 60, em que o consumo aumentou significativamente graças a anúncios voltados ao público jovem. Isso pode ser explicado pelo psiquiatra João Maurício Maia, a qual afirma que a indústria do tabaco é um dos casos mais bem sucedidos de propaganda e o cinema tem um papel importante nesse apelo midiático que visa fomentar o consumo.

Diante do exposto, é fundamental que o Governo Federal destine maior parcela dos impostos arrrecadados à fiscalização da venda de cigarros a menores, bem como tornar a lei mais rigorosa e aplicar multas ou fechar estabelecimentos que insistirem no fornecimento desses produtos a menores. Além disson é importante a adoção de políticas públicas que promovam ações de orientação preventiva, bem como a intensificação das campanhas de saúde pública , direcionadas à prevenção da iniciação do jovem do no consumo de tabaco. Só assim, o tabaco sairá da realidade de muitos jovens e adultos.