Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2018
A Magna Carta brasileira, criada em 1988, assegura a todos saúde e qualidade de vida. Contudo, o objetivo da lei se vê comprometido pelo nocivo e frequente aumento no índice de fumantes no Brasil, que representa riscos à nação do país. Logo, a problemática do tabagismo no séc. XX! se dá, não só pela ineficácia do Estado em evitá-la, como também pela grave glamourização do hábito pelos órgãos midiáticos.
Precipuamente, a indiferença estatal fragiliza a possibilidade de resolução do impasse. Seguidamente, conforme teoria do sociólogo Durkheim, a sociedade é como o organismo humano, dá sinais de alarme quando seu funcionamento é comprometido. Desse modo, pode-se afirmar que a taxa de pessoas adeptas ao tabagismo é um sinal da ineficácia do Estado. Ademais, isso se dá pois, sem interferência externa, o indivíduo não consegue se livrar do vício desenvolvido. Consequentemente, isso compromete os cidadãos ao seu redor, pois, estima-se que um fumante passivo, que inala a fumaça exalada por outros, tem 30% de chance de desenvolver câncer de estômago segundo dados do blog “sesifarmacia”. Assim, precisa-se de medidas para proteger essas pessoas.
Outrossim, a degradante glamourização midiática é um dos motivos para a persistência do tabagismo no séc. XX!. Ademais, em filmes hollywoodianos antigos, o cigarro era frequentemente usado pelos personagens principais, como se viu no filme “Bonequinha de Luxo”, em que a atriz Audrey Hepburn é vista fumando ao longo da obra, o que normaliza o hábito em meio social. Concomitantemente, essa normalização tem efeito nos dias de hoje, e causa inúmeros malefícios aos indivíduos. Além disso, pode afetar vários âmbitos na sociedade, como o financeiro, visto que, segundo dados da revista Galileu, um maço de cigarros no Brasil, custa, em média R$ 3,9 bi aos cofres públicos. Por isso, é necessário que haja uma ação midiática para amenizar a problemática.
Em suma, o empecilho advém, principalmente, da omissão do Estado e da irresponsabilidade midiática. Assim, urge que o Ministério Público, em parceria com o órgão dos Direitos Humanos, crie uma instituição especializada em combater vícios, em especial o tabagismo, por meio de verba conseguida por campanhas online, para que não seja necessário tirar dinheiro dos cofres públicos, com o objetivo de garantir a recuperação de pessoas fumantes. Além disso, é necessário que os órgãos de Mídia auxiliem na resolução do impasse cedendo tempo de programação, assim como o feito em épocas eleitorais, para transmitir propagandas a respeito dos efeitos da inalação da fumaça do tabaco, e que mostrem onde e como procurar ajuda em caso de vício, visando a recuperação de seus telespectadores. Só assim o ideal posto pela Constituição poderá ser respeitado.