Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/10/2018

O Tabaco é um produto agrícola processado a partir das folhas de plantas do gênero nicotina e é consumido como uma droga recreativa sob a forma de cigarro, charuto ou cachimbo. Nesse âmbito, durante o século XIX foi um dos principais produtos comercializados no Brasil, ganhou notoriedade social e foi consumido abundantemente. No entanto, o uso dessa substância mata mais de 7 milhões de pessoas a cada ano, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Sob tal viés, o tabagismo apresenta-se como um desafio no que tange ao cumprimento do bem-estar social. Logo, é essencial pautar como a negligência do Estado  e a influência da sociedade interferem nesse contexto.

Em primeira análise, é necessário constatar a dificuldade do Estado para implementar a eficácia de tratamentos contra o vício do tabagismo. Isso porque, o governo não contribui para o desenvolvimento de políticas públicas que busquem informar e prevenir os casos no País. Diante disso, nota-se o crescente numero de usuários dependentes desse produto, o que contribui para o aumento de custos na área da saúde. Dessa forma, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esses problemas de saúde custam 21 bilhões de reais por ano para os cofres públicos. Contudo, esse descaso estatal gera obstáculos para a garantia da saúde pública.

Em segunda análise, nota-se, ainda, que a sociedade hodierna contribui para a manutenção do tabagismo. Isso se deve à condição individualista na sociedade moderna, conforme defendeu o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra Modernidade Líquida, haja vista que os relacionamentos sociais se tornaram frágeis e passageiros. Sob essa conjuntura, essas pressões diárias contribuem para incentivar à população a consumir produtos à base de tabaco, levando em conta a breve sensação de prazer e satisfação, o que leva ao ciclo de dependência e torna o usuário submisso à droga. Portanto, logo depois da primeira tragada vem o hábito de fumar várias vezes ao dia, o que induz a proliferação de doenças cardíacas, pulmonares e respiratórias, como o infarto, o câncer e a pneumonia.

Dado o exposto, medidas que transformem esse cenário são cruciais. Em razão disso, o Estado em parceria com Ministério da Saúde, deve estabelecer uma postura diante do  tabagismo, por meio de projetos e campanhas que visem alertar sobre todas as consequências da sua  utilização e aplicar penalidade aos meios midiáticos influenciadores, a fim de diminuir o consumo, garantir o bem-estar da sociedade e estabilizar o setor de saúde do País. Ademais, a mídia em sinergia com o Ministério da Integração Nacional, deve implementar maneiras de promover um melhor relacionamento social, a partir de projetos de  apoio  psicológico á população, visando métodos saudáveis para os momentos de estresse no dia a dia. Assim, poder-se-á reduzir os casos de usuários de tabaco no Brasil .