Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/10/2018
É certo afirmar que nos últimos anos houve uma enorme redução no número de fumantes no Brasil, devido ao êxito das políticas de combate ao tabagismo feitas pelo Ministério da Saúde (MS). Entretanto, os usuários de cigarro ainda enfrentam alguns problemas que provocam consequências negativas para o Estado brasileiro.
No indivíduo, o cigarro, de acordo com a OMS, aumenta expressivamente as chances do desenvolvimentos de doenças pulmonares, de doenças cardíacas e da diabetes. Além disso, a nicotina, que está presente no tabaco, gera uma grande dependência nos usuários que gastam muito dinheiro para manter o vício e, consequentemente têm seu poder de compra reduzido. Assim, analisando-se o especificamente os impactos no usuário, percebe-se que o uso do cigarro gera problemas nos âmbitos econômico, social e da saúde.
Como consequência, o uso do tabaco provoca, no Brasil, um enorme aumento nos gastos com a saúde pública, de modo que o Estado gasta, de acordo com o IBGE, cerca de 0,5% do PIB com intervenções em doenças provocadas pelo cigarro. A quantia gasta, para fins de comparação, é praticamente a mesma utilizada no programa “Bolsa Família”, ou seja, o combate ao tabagismo deve diminuir os gastos com a saúde curativa, podendo-se priorizar a saúde preventiva que, de acordo com a OMS, é bem mais eficiente. Além disso, o uso de cigarro contribui com o aumento da pobreza, pois os usuários, principalmente com menores rendas, utilizam uma boa parcela de sua remuneração para sustentar o vício.
Para intervir na problemática, o Estado, por meio de uma parceria entre o MS, o MEC e o MDS, deve ampliar expressivamente a campanha contra o tabagismo direcionada, principalmente, aos jovens. Isso pode ser feito distribuindo panfletos e fazendo palestras dentro das escolas, de PSFs e de unidades socioassistenciais, com o intuito de conscientizar a população sobre os malefícios do uso do tabaco. Assim, as políticas de combate ao cigarro continuarão tendo êxito e melhorarão realmente a saúde no Brasil.