Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2018
Durante o período das Grandes Navegações, no decorrer do século XV, o tabaco ganhou prestígio social e foi amplamente consumido, provocando um aumento dos casos de doenças cardiopulmonares. Contudo, embora tenham ocorrido muitos avanços ao longo dos anos, o tabagismo ainda é um obstáculo no mundo hodierno, sobretudo para a saúde pública. Nesse contexto, deve-se analisar como o Estado e a dinâmica da sociedade causam tal problema e como combatê-lo.
Em primeiro lugar, é notório o papel da negligência estatal no que tange à manutenção da prática de consumo do tabaco. Isso se deve à ausência de planejamento por parte dos gestores públicos, os quais não dispõem de políticas públicas preventivas eficientes para combater tal problema. Em virtude dessa inoperância, os gastos governamentais destinados ao tratamento de doenças provocadas pelo tabagismo tornam-se alarmante e, segundo a Organização Mundial de Saúde, representam 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Por conseguinte, há um prejuízo econômico e social para as sociedades que enfrentam esse obstáculo, associado tanto à diminuição da população economicamente ativa como à defasagem da saúde pública.
Além disso, nota-se, ainda, que a vida em sociedade também contribui para a conservação do tabagismo. Isso porque, conforme defendeu Zygmunt Bauman, os sentimentos e as relações sociais na pós-modernidade se tornaram efêmeros, facilmente moldáveis pelas pressões e competitividades dos cotidiano. Tal conjuntura caótica e estressante influencia diversos indivíduos a aderirem ao consumo de tabaco, em virtude, principalmente, do prazer e da sensação de conforto gerada. Por consequência disso, o número de doenças pulmonares eleva-se a cada ano, como bronquite e pneumonia, assim como reduz-se a expectativa de vida na contemporaneidade.
Torna-se evidente, portanto, a iminência em cessar a problemática. Em razão disso, o poder público deve aprimorar sua postura diante da questão do tabagismo, por meio da adoção de projetos preventivos, como o aumento de impostos de produtos derivados do tabaco e a limitação de propagandas midiáticas, a fim de mitigar o consumo na comunidade e promover o bem-estar social dos indivíduos. Ademais, cabe ao Poder Executivo o desenvolvimento de políticas públicas de amparo comunitário, através da criação de concursos de servidor público para o cargo de psicólogo, com o fito de auxiliar psicologicamente os indivíduos em situação de estresse e atenuar a necessidade do tabagismo. Dessa forma, poder-se-á reduzir a herança histórica do consumo de tabaco e as consequências advindas do seu uso.