Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/10/2018
A internet e os meios de comunicação tiveram uma função importante no combate ao tabagismo, cujo hábito caiu 36% entre os brasileiros. Entretanto, apesar dos esforços da mídia, o número de mortes anuais causadas pelo uso do cigarro ainda é extremamente alto. Logo, isso torna-se um problema de saúde pública e possibilita o contato com outras substâncias mais nocivas.
Deve-se pontuar, de início, que o atual cenário da saúde pública é precário e muitos pacientes não têm acesso a exames por falta de verba. Simultaneamente, com o hábito de fumar, surgem doenças respiratórias, pulmonares, além de inúmeras outras alterações no metabolismo humano. Logo, cresce o número de pacientes que necessitam de atendimento médico, diagnósticos laboratoriais e procedimentos que requerem condições financeiras, as quais o Sistema Único de Saúde não possui, provocando a morte de muitos indivíduos.
Outrossim, como afirma o médico brasileiro Drauzio Varella, a nicotina presente no cigarro é a porta de entrada para outros tipos de drogas. Tal fato pode ser explicado pelas alterações fisiológicas que ocorrem no organismo humano, causadas pelo uso do tabaco, bem como a sensação de prazer que a droga proporciona. Logo, em casos de abstinência, o indivíduo busca outras formas de satisfazer seu corpo, como o álcool e até a cocaína.
Em síntese, apesar dos esforços, o cigarro ainda causa muitas mortes no século XXI. Portanto, cabe às Secretarias da Saúde investir em campanhas de longa duração contra o tabagismo, por meio de palestras com médicos e familiares de vítimas, expondo os seus relatos. Além disso, exigir que o comércio entregue panfletos que impactem o consumidor no momento da compra, a fim de reduzir anualmente o número de falecimentos.