Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/10/2018

A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento a proteção à saúde. Todavia, não é razoável que a dependência química ao tabaco ainda represente um problema no país, o que vai de encontro ao princípio republicano. E isso ocorre devido ao forte poder ideológico e à banalização da sociedade no desencadear de malefícios à população tabagista.

É elementar que se leve em consideração que substancial parcela dos indivíduos está suscetível ao forte poder de influência midiática que obstaculiza o combate ao tabagismo no Brasil. Sendo assim, a ausência de senso crítico provoca sensibilidade à linguagem persuasiva de filmes, novelas, séries, nas quais o ato de fumar é tido como um comportamento trivial das personagens. Dessa forma, o consumo ocasionado pelo poder ideológico das mídias pode gerar dependência, pois, devido à nicotina - substância psicoativa presente na fumaça do cigarro - é capaz de causar no indivíduo: fome, irritabilidade, falta de concentração, insônia e depressão.

Somado a isso, a banalização oriunda da sociedade causa pouca visibilidade ao assunto e faz com que o tema não seja tratado como uma realidade vigente. Desse modo, a ativa participação social é um fator coadjuvante para que o tabagismo seja controlado adequadamente, pois, a população não incentiva a reflexão e não prove das informações necessárias para inibir as consequências negativas  no frequente consumo da substância. De tal maneira, há o risco de se contrair um câncer de pulmão, que é um tumor caracterizado pela quebra dos mecanismos celulares naturais do pulmão devido ao uso exagerado de tabaco.

Na presença desses impasses, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio das prefeituras municipais e mídias locais, promover a profissionalização de equipes que atuem na gestão social, através de cursos geridos por especialistas na área medicinal e também na produção de campanhas educacionais que tratem acerca dos danos provocados na vida dos usuários, com vistas a combater o incentivo ao fumo como uma prática trivial e fornecer um padrão de vida adequado à população. Simultaneamente, o Ministério da Educação deverá promover a conscientização, por meio de palestras ministradas por profissionais da área de direito e da psicologia, a fim de mostrar à sociedade que devem promover a conversa e a transmissão de conhecimentos e informações necessárias acerca das graves consequências ocasionadas pelo fumo.