Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2018
“Nenhuma das cordas da vida dura. Por isso, vou andando. Tudo passa.”. Frase dita pelo ex-beatles, George Harrison, que morreu em 2001 de câncer da garganta, provocado pela prática de fumar. O tabagismo é responsável por cerca de 5 milhões de mortes anuais no mundo - segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante desse fato, se faz necessário analisar as principais causas e consequências dessa prática, perante à sociedade contemporânea brasileira.
Primeiramente, vale mencionar que na década de 80, o hábito de fumar era associado a qualidades como charme, elegância e poder. Contudo, o avanço da tecnologia possibilitou maior compreensão dos aspectos nocivos dessa droga, desestimulando seu uso. Atualmente se sabe que existem cerca de 5 mil substância tóxicas presentes no cigarro. Dentre elas, a mais letal é a nicotina, que age nos neurotransmissores e em poucos segundos, libera adrenalina, proporcionando ao fumante a sensação de bem-estar e prazer. Nesse sentido, adaptando a teoria de Bauman - a modernidade é caracterizada pelo culto ao imediatismo - essa sensação trazida pela nicotina corrobora para o aumento do consumo de substâncias viciantes.
Ademais, as consequências do tabagismo vão do aspecto fisiológico do fumante ao econômico do Estado, uma vez que os problemas relacionados à essa prática custam, aos cofres públicos, mais de R$14,7 bilhões por ano. Além disso, de acordo com dados da revista Galileu, no Brasil, cerca de 10 mil pessoas morrem todos os dias em decorrência desse hábito, o que totaliza 4,9 milhões de mortes anuais. Diante disso, é notório a ineficiência das entidades públicas no que diz respeito ao tratamento dos usuários, visto que os hospitais e postos de saúde apresentam-se sucateados e superlotados, dificultando a desvinculação daqueles para com a droga.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para mitigar os problemas e consequências do tabagismo no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a iniciativa privada e com o Ministério da Educação, investir na prevenção de potenciais fumantes, por meio de campanhas e palestras sobre o tema em espaços públicos e privado, a fim de esclarecer dúvidas e reforçar sobre os efeitos nocivos causados pelo hábito de fumar. Ademais, as Secretarias de Saúde devem, por meio de maiores investimentos estaduais, melhorar a infraestruturas dos locais de atendimento, possibilitando melhores tratamentos aos usuários dessa droga.