Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2018
“No meio do caminho tinha uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho.” Essa “pedra” descrita pelo poeta modernista, Carlos Drummond de Andrade, refere-se aos obstáculos enfrentados pela sociedade contemporânea. Nesse sentido, é evidente o crescimento de fumantes no Brasil do século XXI. Dessa forma, é preciso analisar a elevação no número de casos de doenças e a diminuição do índice de natalidade para propor soluções.
Em primeira análise, no século passado o escritor austríaco, Stefan Zweig, escreveu o livro intitulado “Brasil: um país do futuro”, em que enfatizava o potencial de desenvolvimento dessa nação. Entretanto, passados alguns anos, a estatística comprova a elevação no número de casos de doenças ligadas ao tabagismo como câncer de pulmão, pneumonia, problemas cardíacos, acidente vascular cerebral. Conforme estudo, cerca de 5 milhões de mortes anuais estão associadas ao uso do tabaco. Por consequência disso, o crescimento socioeconômico do país é impactado de forma negativamente.
Vale ressaltar, também, que a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura em seu artigo 193º a ordem social. Contudo, essa prerrogativa legal não tem se efetivado com ênfase na prática, uma vez que o índice de natalidade tem diminuído a cada ano. Isso acontece devido aos nascimentos prematuros e mortes fetais/recém-nascidos. Assim, até o ano de 2030, vários países se comprometeram em reduzir um terço das mortes prematuras.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para suavizar esses impasses. Cabe as secretarias de educação promoverem palestras educativas para os educandos e pais, mostrando os problemas causados pelo tabagismo. Ao Ministério da Saúde, por sua vez, desenvolver campanhas publicitárias, alertando as grávidas sobre o risco do uso do tabaco. Essas iniciativas teriam a finalidade de minimizar as desigualdades. A partir dessas ações, espera-se uma melhoria desse cenário.