Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2018
O número de fumantes tem aumentado cada vez mais no nível global, tanto os ativos como os passivos, por conseguinte. O número de mortes é diretamente proporcional a esse crescimento, gerando diversos problemas de saúde ao longo da vida. Além do cigarro existem outras formas de consumo do tabaco que vêm se tornando ainda mais populares, como o narguilé e vaper (vaporizadores que podem ou não conter nicotina, princípio ativo do tabaco).
Indubitavelmente o cigarro ainda é o mais popular entre a sociedade, porém, o narguilé pode funcionar como uma porta de entrada para o consumo do cigarro - que possui maiores concentrações de tabaco - principalmente entre os mais jovens. Em 2012 a ANVISA colocou em pauta os cigarros mentolados, que acabam disfarçando o gosto e cheiro do tabaco em si, tornando-o mais agradável para o consumo, o mesmo ocorre com o narguilé visto que possui uma gama de sabores.
Uma vez que a pessoa se torna dependente da nicotina, é extremamente difícil extinguir seu consumo visto que a substância faz com que o cérebro libere um neurotransmissor chamado dopamina, responsável pela sensação de prazer e é o que causa o vício. Em virtude disso, iniciam os diversos problemas na saúde sendo principalmente no sistema respiratório visto que a fumaça quente queima as vias aéreas. O indivíduo não só causa mal para sua saúde e para aqueles que convivem ao seu redor, como também para o meio ambiente. De acordo com a Ocean Conservancy, as bitucas de cigarro totalizam na maior parte de lixo nos oceanos.
Portanto, é imprescindível que o consumo diminua e para isso a OMS deve exigir um aumento nos impostos em cima do tabaco, tornando-o economicamente inviável e proibir a adição de substâncias que disfarçam o gosto e cheiro para impedir que o número de fumantes cresça. Por conseguinte, em algumas décadas o número de mortes por tabagismo diminuirá.