Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2018
Na segunda metade do século XVI, o tabaco era “descoberto” por colonizadores espanhóis. Desde então, sua forma de consumo e a visão social, modificaram-se e, aliado ao desconhecimento dos seus malefícios, difundiu e enraizou-se na cultura contemporânea. Nesse ínterim, apesar dos avanços médicos-científicos, que confirmam a correlação do tabagismo com diversas doenças, seu consumo persiste. Dessa forma, cabe analisar os fatores que fundamentam essa relação paradoxal.
Inicialmente, ainda em um contexto imperialista, a comercialização do tabaco se fazia verdadeiras minas fiscais das coroas. E assim, com respaldo econômico, a “cultura tabagista” era difundida e consolidada. Posteriormente, inseria-se em um contexto capitalista, onde o lucro, ainda representava um fator predominante. De tal forma que, há pouco mais de uma década, meios de comunicação em massa propagandeavam cigarros como produto, conferindo-lhes status. Diante do exposto, não é falho considerar a persistência do tabagismo como fato social.
Paralelamente, como consequência, o tabagismo tornou-se um grave problema de saúde pública. Onde, para mensurar, apesar de sua elevada arrecadação de impostos, ainda provoca um déficit na balança comercial quando comparado aos custos que despende ao SUS. Entretanto, apesar de um hábito ainda bastante comum, a visão social aderida ao status acerca do cigarro foi, inegavelmente, desconstruída. Favorável a isto, destacam-se, as políticas públicas de combate, como a proibição de propaganda que faça apologia, coibição coercitiva do fumo em ambientes públicos, e reconhecimento da dependência como doença tratável.
Em suma, é louvável a mudança na relação tabagismo-sociedade. Sendo um dos fatores intrínsecos com maior dificuldade de rompimento devido o seu fator social. Nesse sentido, políticas públicas já efetivas, devem ser ampliadas, e melhor divulgadas midiaticamente, de forma apelativa. Assim, utilizando-se do seu viés coercitivo, para -paradoxalmente- a construção de uma sociedade mais soberana.