Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/10/2018
De símbolo de status à condenação, o uso do cigarro foi alimentado pelas propagandas em boa parte do século 20. Na época em questão, promovia-se uma imagem positiva ao uso do cigarro, associando a um estilo de vida glamoroso e moderno. Entretanto, nos tempos atuais, o vicio de cigarro é visto como uma doença que causa inúmeros males, a quem fuma e a quem convive com o fumante. Além de aumentar os gastos públicos com saúde. Logo, torna-se necessário discutir seus impactos na sociedade.
De certo, á imagem positiva que as indústrias faziam ao uso de cigarros, influenciou maciçamente o seu consumo, principalmente entre os mais jovens, devido à aceitação social. Em contra partida, pouco se era discutido sobre os malefícios que ele causava. O principio ativo do cigarro- a nicotina, junto às substancias toxicas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mata mais de sete milhões de pessoas por ano, além de contribuir para a poluição ambiental, criando transtornos com o incomodo da fumaça, além de prejudicar a respiração dos indivíduos que compartilham o mesmo ambiente do fumante.
Certamente, a nicotina não só afeta o fumante, como também aquele que inala a fumaça proveniente da sua combustão. Conhecidos como fumantes passivos, a exposição á fumaça contribuem para o surgimento de varias doenças como: pneumonia, bronquite e o mais temido, o câncer de pulmão. Como resultado, o tabagismo vem custando em media 56 bilhões por ano ao Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, desse total, 39 bilhões são gastos com despesas médicas, e os demais, ligados à perda de produtividade, causada por incapacitação laboral ou morte prematura do trabalhador. Nessa perspectiva, medidas atenuantes precisam ser elaboradas para reduzir os impactos que o uso do tabaco causa.
Na tentativa de diminuir os impactos negativos do tabaco, o Ministério da Saúde deve desenvolver políticas que divulguem de forma impactante os problemas que o fumo causa á sociedade. Deve-se, portanto, contratar especialistas que desenvolvam palestras em escolas e universidades com imagens e dados sobre os problemas que o tabaco causa e mostrar possíveis caminhos para largar o vicio, como terapias em grupos, por exemplo. Como também, orientar os tabagistas sobre os perigos que a fumaça do cigarro causa aos fumantes passivos, fazendo-os refletir sobre esse problema. Dessa forma, seria possível diminuir os gastos públicos, assim como a redução de doenças causadas pelo fumo.