Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2018
Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade é marcada pela falta de solidez nas relações humanas, de modo que toda a sociedade é caracterizada metaforicamente como “líquida”. Nesse sentido, o tabagismo é um sórdido reflexo dessa realidade, que além de causar irrefutáveis problemas de saúde, compromete o bem-estar familiar.
Convém ressaltar, a princípio, que cerca de sete milhões de pessoas morrem todos os anos em virtude do uso de tabaco, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse expressivo número de óbitos está intimamente ligado as patologia advindas do consumo exagerado dessa droga, uma vez que a nicotina e as demais substâncias tóxicas presentes nos cigarros propiciam sobremaneira o aparecimento de cânceres, bem como de doença no trato respiratório.
Além disso, outra consequência de tal prática é a frequente perda do bem-estar familiar, visto que a fumaça, igualmente insalubre, causa intenso desconforto aos fumantes passivos, como a ardência nos olhos e garganta, assim como a poluição visual e o cheiro desagradável. Ademais, a renda doméstica também é prejudicada em função do preço do cigarro que acaba roubando, muitas vezes, o dinheiro que poderia ser empregado em outras atividades. Portanto, é indubitável que o tabagismo é um problema que necessita da atenção pública.
Dessarte, visando ofuscar os reflexos da liquidez moderna, é mister o enfrentamento do consumo de tabaco. O Executivo Federal deverá garantir uma queda significativa no número de fumantes. Isso poderá ser feito mediante aprovação de um Projeto de Lei que determine um aumento da taxação sobre o produto, a fim de limitar o poder de compra e, por conseguinte o consumo. Assim, aumentam-se as chances de construir uma sociedade saudável e autêntica.