Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/10/2018

O tabagismo no Brasil vem se tornando um assunto muito pertinente ultimamente. De fato, segundo o Ministério da Saúde, em 2017, 10% da população das maiores cidades do país já poderiam ser classificadas como fumantes, o que expõe o problema do cigarro e as adversidades que ele pode causar na saúde. Diante disso, deve-se analisar como a questões sociais e pessoais interferem no combate a essa problemática.

Em uma primeira análise, é primordial ressaltar como a dinâmica social contribui com esse quesito. De acordo com Zygmunt Bauman e a sua teoria “A Modernidade Líquida”, a sociedade atual se comporta de maneira fluida, onde as relações são marcadas pela superficialidade e os acontecimentos e planejamentos são incertos e inseguros, o que gera um clima de incerteza e estresse. Ao seguir essa linha de pensamento, percebe-se que o crescimento do tabagismo na atualidade concorda com a ideia do sociólogo; haja vista que, embora todos os malefícios do fumo seja explícito nas embalagens e na consciência social, muitos indivíduos recorrem a essas substâncias para adquirirem um relativo, mas equivocado, conforto mental e psicológico, mesmo que momentâneo.

Adjacente a isso, é fundamental destacar os problemas vinculados ao uso frequente do tabaco. Conforme o médico Drauzio Varella, a fumaça do cigarro, juntamente com todos os seus constituintes, percorre um caminho rápido e simples por todo o organismo por meio da corrente sanguínea após se alojar nos pulmões. Isto é, os efeitos colaterais poderão ser sentidos em diversas parte do corpo, porém, os principais órgão afetados são o cérebro e o sistema respiratório. A título de ilustração, a prática constante do fumo provoca inflamações nas regiões dos brônquios e bronquíolos que podem evoluir para estados graves de bronquites e enfisema pulmonar. Além disso, a manutenção desse comportamento potencializa outras doenças graves, como o acidente vascular cerebral (AVC) e os transtornos cardiovasculares.

Infere-se, portanto, que as autoridades governamentais devem buscar uma solução para o problema em questão. Logo, é dever do Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde e médicos voluntários, a realização de uma campanha que visa o tratamento de fumantes que lutam contra o vício por meio do fornecimento de um tratamento psicológico e comportamental. Assim, pessoas interessadas e familiares deverão buscar um cadastro online ou por telefone fixo gratuito, de modo a proporcionar um sistema universal, que abrange todos lugares do país. Desse modo, dificuldades envolvidas com uso contínuo do cigarro deixarão de existir e uma sociedade mais saudável passará a vigorar.