Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/10/2018

O importante não é apenas viver, mas viver bem. Já na Grécia antiga, Platão preconizava a importância da qualidade de vida. Assim, figura-se desde os tempos antigos como inaceitáveis a adoção de práticas que contribuam negativamente para o bem estar social. Nesse sentido, convém analisarmos a influência da mídia como estimuladora do consumo em consonância com a incidência de certas doenças como problema e consequência respectivamente relacionados ao tabagismo no século XXI.

Em primeiro plano, as multinacionais produtoras de cigarros realizam um grande investimento na divulgação de sua substância. Entretanto, omitem os malefícios que ela faz à saúde dos consumidores. Segundo a revista Exame, em 2017, estas empresas gastaram cerca de 10 milhões de reais em publicidade só no Brasil. Além disso, a necessidade do consumo impulsiona as pessoas, isso faz dele uma necessidade e causa diminuição no senso crítico do consumidor, que o leva a adquirir até produtos que prejudiquem sua saúde, como exemplo o cigarro.

Ademais, em virtude da combinação de diversas substâncias tóxicas, o fumo aumenta vertiginosamente a ocorrência de certas doenças. De acordo com o INCA, quem fuma por mais de 5 anos seguidos, eleva em até 70% o risco de desenvolver algum tipo de câncer no sistema respiratório. Por certo, esse problema afeta a assistência hospitalar da população como um todo, pois a maioria desses enfermos ocupará leitos de hospitais públicos, custeados com verbas oriundas de tributos, que obriga toda coletividade arcar com as despesas de uma escolha pessoal: o tabagismo.

Logo, o Ministério da Saúde deve auxiliar os dependentes da nicotina a abandonarem o vício, oferecendo a eles tratamento em clínicas especializadas, que por sua vez, serão construídas e mantidas com o dinheiro arrecadado dos impostos que incidem sobre o cigarro e terão em seu quadro profissional médicos, enfermeiros e farmacêuticos especializados em dependência química. Espera-se com isso, que uma parcela de fumantes supere sua dependência e com isso melhore a saúde.