Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/10/2018
Decadência e escuridão
Até a década de setenta, o cigarro era visto como um apetrecho da moda, consumido mundialmente por inúmeras estrelas de cinema, como Audrey Hepburn e Marilyn Monroe. A partir desse parâmetro, é possível analisar, na atual conjuntura da sociedade brasileira, esses valores obsoletos na atitude de indivíduos, que dessa forma perpetuam seu uso e ignoram suas consequências destrutivas. Com efeito, o desafio para acabar com o uso do tabagismo, atualmente, provém da relação direta entre indiferença social e negligência estatal.
Em primeiro plano, é fundamental destacar o papel da sociedade brasileira na criação de um ambiente propício para que muitos jovens comecem a fumar desde cedo buscando aprovação de um grupo. Pesquisas realizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que um em cada quatro estudantes entre 13 e 15 anos tem o hábito de fumar. Dessa forma, se tem em vista que mesmo com acesso a informação, o hábito da cigarrilha continua sendo considerado algo bom entre os adolescentes.
De outra parte, é válido salientar a função do governo como um agente coercitivo a fim de promover um meio de bem-estar social. Nesse contexto, a falta de um controle mais rigoroso torna o acesso ao tabaco rápido e fácil, o que faz com que cada vez mais o número de usuários cresça. Além disso, é importante dizer que o hábito de fumar não caracteriza-se como individual, já que os chamados “fumantes passivos” podem sofrer os melefícios da fumaça do cigarro, mesmo sem contato direto com a cigarrilha. Dessa forma, cabe ao Congresso Nacional agir com medidas viáveis.
Portanto, o contínuo uso do cigarro que causa consequências letais possui forte ligação com corpo social e estado. Em virtude disso, cabe a mídia televisiva, aprimorar a criação de personagens que sofram com as consequências do tabagismo, por meio da ficção engajada, com seriedade, com o objetivo de atenuar o uso da droga e aumentar o debate em cadeia nacional. Dessa forma, o hábito de fumar glamourizado pelos cinemas seria levado aos seus dias de decadência e escuridão.