Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/10/2018

Já utilizada pelos povos indígenas do Brasil desde antes da chegada dos europeus, com o início da colonização portuguesa, o tabaco começou a ser cultivado pelos colonos portugueses e seus descendentes tanto para consumo quanto para comercialização. A utilização frequente desta planta tornou-se um problema atemporal e aflige a sociedade contemporânea à medida que sua demanda e consumo aumentam. Assim, torna-se imprescindível alterar o uso desregulado de tal recurso.

Em primeira instância, observa-se que preocupações associadas ao tabagismo não apenas existem como vem crescendo a cada dia. De acordo com o diretor do Instituto de Câncer de Brasília, Gustavo Gouveia, no Brasil se espera cerca de 300 mortes anuais por doenças relacionadas ao tabaco, sendo 25% da população brasileira pessoas fumantes. Destarte, devido a grande quantidade de substâncias psicoativas contidas no cigarro (nicotina principalmente), inúmeras doenças cardiovasculares e respiratórias atacam o organismo humano causando uma gama de problemas, podendo levar o indivíduo à morte.

Ademais, os meios de comunicação têm o poder de incentivar o hábito de fumar principalmente entre os jovens, usando de propagandas que remetem a liberdade e a autoconfiança ao fumar. Além disso, é importante ressaltar que apesar de o ato de fumar seja um decisão individual e pessoal, as consequências são coletivas, não só para o ser humano como também para o meio ambiente que principalmente em climas secos, as queimadas secundárias causadas por um ‘‘cigarrinho’’ esquecido, são relativamente frequentes causando graves impactos na natureza.

Portanto, diante de fatos supracitados, medidas são necessárias para resolver este impasse. O Ministério da Educação, junto as escolas, deve promover palestras com o auxílio de médicos e psicólogos, por meio de cartilhas educativas que informem aos jovens os males do cigarro, a fim de educá-los e amenizar o número de fumantes, visto que a maioria inicia o vício na adolescência. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve criar campanhas que incentivem os dependentes a pararem com essa prática, através de tratamentos especializados e acompanhamentos frequentes com profissionais da área da saúde, com o intuito de diminuir as doenças relacionadas ao uso de cigarros. Com isso, a longo prazo, é possível suavizar os problemas interligados ao tabagismo no Brasil.