Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2018
No filme “X-men” o personagem “Wolverine” possui, devido a uma mutação, alta capacidade de regeneração celular, traço que o impede de morrer devido a doenças causadas pelo tabagismo excessivo. Entretanto, na vida real, lamentavelmente, a prática do tabagismo não só apresenta consequências como doenças respiratórias e cardíacas, mas também problemas econômicos e sociais àqueles a detém.
De início, cumpre atentar que contemporaneamente o tabagismo está associado ,principalmente, ao câncer de pulmão, doença que, segundo pesquisas da revista Galileu, mata cerca de 23 mil pessoas por ano, somente no brasil. Tal fato tem relação com a fumaça inalada no ato de fumar, essa, contem 4700 substâncias toxicas que ao chegarem nos alvéolos pulmonares, micro estruturas do sistema respiratório, destroem células responsáveis pela hematose, trocas gasosas no organismo humano, levando ao quadro inicial de insuficiência respiratória podendo evoluir para o câncer de pulmão e até a morte.
Além disso, cabe salientar, ainda, que a prática tabagista não se relaciona apenas com doenças mas também com problemas socioeconômicos. Nesse contexto, entre as milhares de substâncias tóxicas, presentes no cigarro, está a nicotina, principal composto responsável pela dependência química no indivíduo, levando a gastos descontrolados com essa droga, traço característico do vício. Assim, a fala da diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em que o tabagismo é um problema, socioeconômico, que salienta a pobreza, infelizmente é uma realidade do século XXI.
Portanto, diante desse cenário, pode-se afirmar, categoricamente, a necessidade de medidas concretas que visem a diminuição do tabagismo. Assim, o Ministério da Saúde, em conjunto com o senado, deve apresentar proposta de lei que diminua gradativamente a nicotina dos cigarros e estabeleça limites na quantidade cigarros comprados por pessoa, a fim de promover diminuição da dependência dessa substância e indiretamente do tabagismo. Essa medida deve ser apoiada pelo Governo Federal através de subsídio para a distribuição de cigarros eletrônicos, aparelho que simula o efeito da nicotina sem danos à saúde, em hospitais públicos mediante necessidade individual ratificada por receita médica.