Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/10/2018

O tabaco é um produto nativo da América, descoberto pelos europeus no período das expedições marítimas, que conquistou o cenário internacional permanecendo até o século presente. Contudo, sua  ampla influência e consumo estão diretamente relacionados com várias das principais causas de mortes preveníveis, chegando a matar mais de sete milhões de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde. Diante dos fatos, sabe-se que o Brasil, apesar de suas políticas de combate ao cigarro e da expressiva redução alcançada, ainda padece com esse mal na sociedade.

Previamente, é preciso  destacar que o hábito de fumar é um vício que, de certo modo, foi estimulado por séculos, principalmente por empresas através de propagandas utilizando personalidades influentes e ligando o tabaco à ideia de bem-estar. O cinema, por exemplo, contribuiu decisivamente para aclamar essa adesão ao cigarro, que passou a ser apresentado como símbolo de luxo e sedução, fato esse que elevou a difusão dessa tendência no ambiente social. Contudo, a evolução na medicina demonstrou que  o produto é uma extensa fonte de malefícios à saúde, inclusive é caracterizado como um fator de risco relevante para o desenvolvimento de neoplasias.

Acrescenta-se a isso, os aspectos e as questões resultantes da dependência do tabaco. Ainda, no século XVII, o rei inglês, Jaime I, já se opunha ao cigarro, o conceituando como um costume repulsivo a visão, detestável ao olfato e daninho ao cérebro e pulmões. Nesse sentido, a opinião do soberano é válida, tendo em vista os conhecimentos modernos a cerca dessa droga que possui quase cinco mil substâncias tóxicas. Assim, para se ter uma ideia dos efeitos do tabagismo, mais de 30% dos recursos do Sistema Único de Saúde, em 2011, foram direcionados ao tratamento de patologias relacionadas ao consumo e a exposição ao cigarro.

Por conseguinte, os problemas e consequências do tabagismo na contemporaneidade é uma temática que merece destaque na sociedade. Nessa perspectiva, o Ministério da saúde deve articular um plano nacional de profilaxia e combate à dependência em nicotina. Para isso, é preciso expandir o assunto nas instituições de ensino e de saúde, por meio de palestras e campanhas preventivas e com a organização de grupos de apoio àqueles que convivem com esse mal. Além disso, é essencial a implementação, pelo SUS, de sessões psicoterapia individual e em grupo, com o fim de fortalecer a luta contra o vício através de experiências bem sucedidas compartilhadas. Dessa forma, o tabagismo perderá sua influência no meio social.