Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2018
Desde o Brasil Colônia, o tabaco já era utilizado para a obtenção de escravos no litoral africano. Posteriormente, no período pós independência, a introdução das indústrias incentivou o consumo e aumento da produção. Nesse ínterim, percebe-se que o cultivo do tabaco e, consequentemente o fumo, estão enraizados na história do país. Tal realidade perpetua-se tanto por conta da cultura do tabagismo quanto em razão da falta de informação de grande parte da população. Com efeito, evidencia-se a necessidade de combater tais problemáticas.
Em primeiro plano, a cultura do tabagismo ganhou muita força por conta do processo de globalização. Nesse sentido, o encurtamento de distâncias e os avanços tecnológicos contribuíram com a manipulação da massa por meio de hábitos disseminados através dos meios de comunicação. Destarte, a sociedade é influenciada pela e passa a consumir o tabaco. Nessa perspectiva, como afirma Theodor Adorno, a indústria cultural homogeniza os gostos e preferências dos indivíduos visando o lucro por meio do desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Por conseguinte, o hábito de fumar é naturalizado, o que sustenta a cultura do tabagismo.
Outrossim, a falta de informação de uma parte significativa da sociedade provém da desigualdade social. Sob essa ótica, as camadas mais baixas da população são excluídas e marginalizadas. Em vista disso, esses indivíduos não participam do processo de globalização e, como resultado, não possuem ferramentas tecnológicas para pesquisar acerca dos males causados pelo tabagismo, ou seja, não têm acesso à informações. Sendo assim, passam a consumir sem ter conhecimento que o cigarro possui uma das substâncias mais viciantes conhecidas pela medicina, a nicotina. Em consequência disso, o número de vítimas dessa droga é cada vez maior.
Portanto, é evidente que medidas devem ser tomadas para reverter o quadro. Para tanto, no que tange à cultura do tabagismo, é dever do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações detectar e proibir qualquer tipo de apologia ao fumo sem expôr seus danos à saúde, seja essa propagandística ou até mesmo cinematográfica, em qualquer meio de comunicação a fim de travar a disseminação do hábito. Dessa forma, será possível reduzir ao máximo tal cultura. Ademais, no que diz respeito à falta de conhecimento, cabe ao Ministério da Educação democratizar a informação por intermédio de palestras em escolas e universidades sobre os males do fumo. Desse modo, os jovens serão esclarecidos desde cedo e terão a chance de repassar o conhecimento na tentativa de erradicar o tabagismo. Afinal, apesar de lícito, o cigarro é uma droga e o hábito de fumar deve ser combatido.