Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/10/2018

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Essa afirmação da filósofa francesa Simone de Beauvoir pode ser facilmente aplicada ao contexto do tabagismo no século XXI, porquanto mais espantosa a ineficácia da campanhas públicas é a naturalidade como a situação é tratada no Brasil. Por conseguinte, é evidente que os problemas do crescente uso de tabaco no país causa malefícios para a saúde e ,por isso, é essencial a mobilização estatal e civil com o fito de mitigar o problema em sociedade. Ademais, devem ser considerados aspectos macro e micro do impasse, referentes à dependência química e ao irregular investimento em saúde pública.

Dessa forma, é inegável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema, pois, devido ao precário sistema de fiscalização em locais públicos, o uso do tabaco tende a aumentar no pais, sendo uma forma de prejudicar o bem-estar social. Consoante pesquisas do Ministério da Saúde e da OMS, Organização Mundial da Saúde, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no morte, uma vez que seu consumo está associado à graves problemas, como doenças pulmonares, cardiovascular e dependência química. Nesse viés, quando o Governo não fornece condições básicas para a sociedade mudar sua mentalidade social, por exemplo: locais de reabilitação de forma ampla em território nacional, o tabagismo propende a permanecer no país.

Entrementes, outro aspecto a ser avaliado é o ineficaz sistema de saúde brasileiro. Sob a perspectiva de John Locke e suas ideias contratualistas, o Estado tem poder absoluto e indubitável, porém, nos dias atuais, há questionamentos sobre a aplicação regular em investimos na promoção de ações para diminuir o uso do tabaco no país, como o fornecimento de profissionais especializados na área de dependência química. Além disso, o uso do tabaco está, muitas vezes, associado à problemas mentais, em virtude de tentar amenizar as pressões sociais. Isso é ratificado na Obra Sofrimento do Mundo de Carlos Drummond, poeta modernista, a qual critica a superficialidade das relações humanas no pais, sendo um obstáculo para diminuir o consumo de tabaco no Brasil.

Entende-se, portanto, que o tabagismo é fruto da irregularidade de campanhas públicas no país e afeta a saúde da população. Dessarte, concerne ao Ministério da Saúde elaborar um projeto de ampliação de clínicas de reabilitação no Brasil, por meio da aplicação regular de investimentos, a qual dará suporte para fornecer atendimento adequado para a população, com profissionais especializados no combate ao tabagismo, com o efeito de diminuir a dependência química em sociedade. Outrossim, cabe as Emissoras de Televisão, em parceria com a Sociedade Civil, promover debates em locais públicos para, então, incentivar a diminuição do uso do tabaco em sociedade, amenizando o impasse.