Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/10/2018
O tabagismo é uma prática antiga, que tem em sua gênese o uso do tabaco para fins medicinais, mas que, com o passar do tempo tomou uma conotação de status social. Sob esse viés, no Brasil hodierno, a disseminação do hábito de fumar, sobretudo entre os jovens, tem se mostrado um problema multifacetado, tendo em vista que além de impactar a saúde dos fumantes, também afeta a daqueles que tem contato indireto com a fumaça proveniente do fumo.
Em primeira análise, cabe pontuar que, na atualidade, o tabagismo revela-se como um terrível vilão da saúde das pessoas, sendo principal responsável pela maiorias das doenças que atingem o sistema respiratório. Nesse ínterim, segundo a filosofa Hanna Arendt, em sua obra “A Banalidade do Mal”, o pior mal é aquele que é visto como algo comum. A partir desse preceito, pode-se entender como a banalização do consumo de cigarros faz com que muitos indivíduos - vislumbrados pela sensação de prazer proporcionada pelos cigarros - não atentem para os males que esses podem causar. Consequentemente, há crescimento do número de pessoas acometidas por doenças provocadas pelo tabagismo, como o câncer de pulmão - tipo de câncer que mais mata no mundo-, o que demanda enormes despesas pelo setor de saúde para garantir o suporte aos doentes.
Outrossim, convém frisar que as mazelas geradas pelo uso de cigarros não são restringem-se apenas aos fumantes ativos, uma vez que os fumantes passivos também são seriamente afetados. Com efeito, pessoas que convivem com usuários do tabaco, estão expostas praticamente aos mesmos riscos que esses, ou até piores - uma vez que a fumaça expelida pelo cigarro não passa pelo filtro. Dessa maneira, compreende-se a amplitude da problemática, haja vista que o hábito de fumar, em ambientes inapropriados, como locais públicos, pode impactar na saúde de uma vastidão de pessoas.
Destarte, para que haja a redução do tabagismo, na sociedade brasileira, bem como das doenças relacionadas a esse, é mister a intensificação dos programas de apoio aos fumantes, o que pode ser feito pelo Ministério da Saúde - na figura do Instituto Nacional do Câncer- através de investimentos em tratamentos psicoterápicos e medicamentos que atenuem a abstinência. Ademais, é imprescindível que o poder judiciário aumente as punições para aqueles que violam as leis que proíbem o consumo de cigarros em locais inadequados, a fim de atenuar os impactos sobre os não fumantes. Por fim, é imperioso que a temática seja abordada no âmbito escolar, seja na forma de palestras que esclareçam os perigos do tabagismo, seja por meio de discussões com a presença de pessoas que largaram o vício de fumar, com o objetivo de desbanalizar tal prática.