Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/10/2018
Durante o período colonial, os colonos portugueses trocavam tabaco por negros africanos a partir das relações comerciais consolidadas com os traficantes de escravos encontrados, principalmente, no litoral da áfrica. Hoje, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de tabaco o que contribui para o barateamento dele no mercado nacional, ocasionando a sua fácil obtenção. Nesse viés, o consumo de tabaco é maléfico á saúde e é influenciado pela mídia e pela negligencia estatal.
É importante ressaltar que o uso de tabaco no brasil hodierno é influenciado pelo lado perverso do capitalismo midiático que aproveita a necessidade do jovem de se sentir incluído no meio social. Haja vista que é nas redes sociais de comunicação - local o qual a maioria dos jovens possui fácil acesso- que as empresas de cigarros lançam de forma maciça propagandas persuasivas as quais assemelham , na maioria dos casos, a felicidade máxima- tanto buscada pela maioria dos jovens- e o prestígio social ao consumo de cigarro. No entanto, pouco é mostrado por essas empresas os estragos que o uso continuo do cigarro pode trazer para o fumante,como por exemplo a perca progressiva da capacidade cognitiva do fumante, por causa da alta concentração de nicotina no cérebro, podendo levar o jovem á improdutividade á longo prazo. Nesse sentido, comprova-se que a crítica do geógrafo Milton Santos aos meios midiáticos é verdadeira e atual, já que percebe-se que a mídia influencia de maneira eficaz nos acontecimentos da sociedade para se beneficiar, sem se preocupar com saúde do consumidor.
Além disso, o ineficaz comprometimento do Estado com a mitigação do consumo atual de cigarro faz com que os gastos públicos na área da saúde só aumentem. Tendo em vista que a população já fumante pouco possui amparo do governo para que saia dessa situação maléfica á saúde. Nessa perspectiva, com a continuidade do uso do tabaco, doenças causadas pelo excesso de nicotina começam a se manifestar no usuário, como problemas respiratórios e cardíacos, os quais necessitam de altos gastos na saúde para serem mitigados. Nesse sentido, nota-se que o Estado é uma Instituição Zumbi, como intitula o sociólogo Zygmunt Bauman, pois existe mas não cumpre com a sua função de dá o auxílio para que o fumante saia dessa condição que fere a vida dele.
Destarte, para diminuir o uso do tabaco e os malefícios advindos dele, é necessário que o Ministério Público Federal, fiscalize e, se constatado, envie para o Supremo Federal propagandas divulgadas no meio social as quais incentivem o uso de cigarro pela população para que haja a modificação com o intuito de deixar claro para o cidadão os verdadeiros impactos que o uso do tabaco possui. Ademais,é mister que o Estado faça palestras direcionadas ao público fumante para que esse entenda os problemas que o fumo traz para a saúde humana. Assim, terá menos gastos na área da saúde pública.