Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/10/2018

No século xx fumar era sinônimo de status e as propagandas de cigarro remetiam a sensações de liberdade e autoconfiança. Entretanto, as revelações científicas sobre os malefícios do cigarro, os bilhões de gastos com os tratamentos de doenças causadas pelo tabaco, além das mortes a ele relacionadas, fizeram com que o cigarro assumisse o lugar entre as drogas contemporâneas. Por conseguinte, a questão do tabagismo é extremamente preocupante e problemática no século xxi. Portanto, além dos efeitos físicos da dependência, há graves consequências fisiológicas como depressão, ansiedade, irritabilidade, logo a prevalência do consumo do tabaco estão relacionados a fatores históricos, políticos e de saúde pública.

Inicialmente, destaca-se o plano histórico da questão. Logo, no século xx quando os efeitos nocivos do cigarro começaram então a ser discutidos, a indústria americana do tabaco investiu em uma série de campanhas publicitárias em um claro esforço para convencer que os seus produtos não faziam mal a saúde. Sendo assim, em suas propagandas usaram o prestígio de atletas, celebridades, personagens de filmes infantis como os flinstones, médicos e então as guerras foram ostensivamente usadas para estimular o consumo de cigarro. Contudo, o tabagismo passou de símbolo de status a condenação no século xxi estando relacionado ao segundo lugar nas causas de morte de acordo com uma pesquisa da Global Burden of Disease.

O tabagismo certamente representa o mais vil e ameaçador dentre todos os fatores ambientais do século xxi. Isso se dá, pois, a fumaça do cigarro com todos os seus venenos percorre um caminho simples e rápido dentro do organismo. Logo, ao ser aspirada chega aos pulmões, a nicotina passa a circulação sanguínea e atinge o cérebro onde causa a sensação de prazer e exerce sua atividade viciante. Dessa forma, calcula-se que 100 milhões de mortes foram causadas pelo tabaco segundo dados da O.M.S. Paradoxalmente, é o único produto legal que causa a morte de metade de seus usuários regulares.

Afim de atenuar o problema do tabagismo, urge a necessidade de maior atuação do Governo. Portanto, o Estado deve aumentar cada vez mais a restrição do seu uso através de mais acentuada elevação dos impostos, limitação à propaganda e, restrição ao hábito em âmbito social. Ademais, proporcionar maior investimento em programas e palestras antitabagismo que alertem e informem sobre os efeitos deletérios do cigarro em escolas, universidades, mídias, e nos próprios maços de cigarro para que os brasileiros consigam parar de fumar de forma definitiva.