Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/10/2018

Ao longo das décadas de 70 e 80, observou-se a supervalorização midiática do uso do tabaco, tratando-o como comportamento digno de elegância e forte instrumento fotográfico. Por conseguinte, no início do século XXI, foram acordadas, mundialmente, medidas objetivando a contenção do crescimento do tabagismo e a mitigação do desenvolvimento de doenças associadas ao seu uso. Contudo, ainda há óbices, hodiernamente, que limitam e impedem o alcance de metas previstas internacionalmente sobre o controle efetivo do consumo do cigarro.

Durante o século XX, a imagem do tabaco ocupava lugares de prestígio social: desde propagandas televisivas associando o ato de fumar ao fortalecimento da popularidade do indivíduo ao poder de convencimento intrínseco em novelas e minisséries com protagonistas fumantes. Entretanto, estudos científicos relativos aos riscos e consequências na saúde do usuário explicitaram a necessidade imediata de medidas preventivas e de contenção do tabagismo que apresentava, à época, tendência exponencial de crescimento.

Dessa forma, entra em vigor, em 2005, através da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, o qual apresenta a proibição de qualquer veiculação publicitária enganosa e fantasiosa sobre o uso do cigarro. Ainda, houveram, no Brasil, implementações à legislação de controle das indústrias produtoras, tais como a perpetuação, nos maços, de imagens demonstrativas de degradação física decorrente do consumo e o uso de frases de advertência de risco para a saúde.

Contudo, mesmo com a redução de adeptos ao tabagismo, os dados ainda são preocupantes, visto que, segundo a OMS, 100 mil pessoas tornam-se fumantes diariamente, mediando, por exemplo, um déficit na relação imposto-custo do Sistema Único de Saúde no tratamento de doenças associadas. Faz-se, portanto, imprescindível a viabilização de intervenções mais rígidas e efetivas no cenário atual.

Diante do exposto, cabe aos órgãos públicos, mormente o Ministério do Comércio e Indústria, em aumentar os impostos taxados sobre a produção e venda do tabaco à vista de tornar o consumo dificultado. Atrelado a isso, o Ministério da Saúde, em conjunto com ONG’s, deve viabilizar um maior número de profissionais de psicologia, junto a projetos sociais de encontros e esclarecimentos sobre o vício, as consequências e auxílio no período de abstinência, afim de oferecer o suporte necessário de incentivo a quem decide parar de fumar. Desse modo, o país atingiria, progressivamente, o objetivo acordado pela OMS em 2003.