Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/10/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto o vício do tabaco impossibilita que grande parte da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade mais saudável seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, por exemplo, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no número de pessoas que fazem o uso do tabaco. Segundo dados da OMS, organização mundial de saúde, o tabagismo mata mais de sete milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Diante do exposto, fica nítido o quanto se precisa de um combate mais eficiente em relação a essa droga.
Faz-se mister, ainda, salientar as industrias como grandes propulsionadoras do tabagismo ao redor do mundo. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é válido refletir sobre até que ponto vale lucrar a custo da destruição da saúde de outro ser humano?
Nesse sentido, urge que os estados-membros, por meio de envio de recursos à UNESCO e a OMS, promovam em seus territórios, desde a educação básica, um ensino de qualidade em relação aos riscos do tabagismo e um sistema de saúde preventivo contra o perigo relacionado ao uso do tabaco. Dessa forma, o mundo poderia superar os problemas e as consequências drásticas do tabagismo.