Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/10/2018

Não fumar: com empoderamento e sem reflexos

O tabagismo é considerado, pela Organização Mundial de Saúde, uma das principais etiologias de morbidade e mortalidade existentes. Para compreender o impacto dessa problemática no âmbito individual e comunitário deve-se levar em consideração aspectos político-econômicos, sociais e até mesmo psico comportamentais.

No que se refere aos aspectos sociais e psico comportamentais, depreende-se que os fatores primários os quais fazem pessoas se tornarem fumantes é a necessidade de aceitação social, além do fácil acesso e dos modelos de condutas presenciados. Daí o fato do ato tabágico, na maioria dos casos, ter início durantes a juventude, época de autoafirmação e maior influência dos ídolos, amigos e familiares. Assim, na busca de se integrar ao “status”, mesmo de forma inconsciente, inúmeras pessoas criam o hábito do fumo a partir do que o psicólogo norte-americano John Watson chamou de reflexo condicionado, ocasionando consequências nefastas à saúde do usuário.

Ademais, os aspectos político-econômicos se relacionam ao tabagismo na medida em que a publicidade, financiada por grandes indústrias do tabaco, ajudou a fomentar uma expectativa positiva no uso do cigarro, associando-o às imagens de celebridades e bem-estar. Somado a isso, ressalta-se a inércia e passividade da gestão pública frente as evidências científicas de malefícios ligados ao tabagismo desde a década de 1950. Consequência disso, é a sobrecarga de gastos do sistema de saúde com doenças pulmonares, coronárias, vasculares e cânceres causados pelo fumo, além de poluição ambiental e contrabando.

Evidencia-se, portanto, que a problemática do tabaco ainda persiste. Para mudar a visão e comportamento acerca do tabagismo, urge a necessidade de melhor investimento e capacitação profissional - buscando solidificar as medidas do Programa Nacional de Combate ao Tabagismo - a partir de fortalecimento de parcerias entre as secretarias estaduais e municipais de saúde e educação, além de associação com organizações não governamentais, assessoradas pelo Ministério da Saúde, bem como esclarecimento da população em ambientes comunitários, orientados por pessoal e mídia comprometidos socialmente. Assim, aumentariam as chances de desenvolvimento de massa crítica, empoderada e envolvida com a proteção sanitária, social, ambiental e econômica.