Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/10/2018
Desde o Período Colonial, os nativos que habitavam o continente americano faziam uso do tabaco para fins medicinais, ritos religiosos e para o próprio fumo como uma forma de tradição cultural. Contudo, hoje o tabagismo tem se apresentado como um problema de saúde pública segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), haja visto que sua principal componente, a nicotina, é responsável por gerar a dependência química e psicológica. Além disso, o tabaco tem sido consumido cada vez mais cedo por jovens, como mostrado na série da Netflix “Elite”, assim, o desenvolvimento mental é prejudicado e as consequências aparecem cada vez mais cedo.
A princípio, é válido destacar que muitos encontram na prática do tabagismo um meio de escapismo dos problemas e ansiedades da vida cotidiana, já que, em poucos segundos após a primeira tragada, as substâncias chegam ao cérebro por meio da corrente sanguínea e é desencadeada uma sensação de bem-estar. Organicamente a nicotina traz a redução da ansiedade, diminuição da fome, perda de peso e melhora na concentração, contudo, segundo o Ministério da Saúde, a fumaça do cigarro contém cerca de 4,7 mil substâncias químicas, das quais 60 são cancerígenas. Além disso, é responsável por 90% dos casos de câncer no pulmão, pode desencadear doenças cardiovasculares e até contribuir com o aumento de infecções respiratórias, ou seja, a prática do tabagismo traz grandes prejuízos à saúde do indivíduo e, de acordo com dados veiculados pela Revista Galileu, o tratamento de enfermidades vinculadas ao tabaco custa, por ano, 21 bilhões de reais para o tesouro brasileiro.
Ademais, segundo o Imperativo Categórico do filósofo prussiano Immanuel Kant, o homem deve agir de tal forma que sua ação possa converter-se em lei universal, ou seja, sua atitude deve gerar não apenas o seu próprio bem-estar, mas deve ser benéfica para todos, princípio contrariado por aqueles que fumam, pois o cigarro também afeta significativamente aqueles que estão ao seu redor - os fumantes passivos - que convivem diretamente com um tabagista, os quais possuem uma probabilidade bem maior de desenvolver câncer de pulmão do que aqueles que não convivem com fumantes.
Dessa forma, o Ministério da Saúde em parceria com as mídias televisivas deve produzir propagandas de alerta sobre as consequências a longo prazo da prática do tabagismo, por mostrar imagens de pessoas que destruíram sua saúde por causa do cigarro, a fim de gerar grande impacto na população para que tenham consciência dos riscos envolvidos em tal prática. Além disso, o Poder Legislativo, no âmbito dos vereadores, deve aumentar os tributos que incidem sobre o preço do cigarro de forma que a alta nos preços funcione como uma forma de desestimular o consumo. Assim, talvez o consumo de cigarro diminua e a qualidade de vida da população melhore.