Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/10/2018

Embora historicamente certos hábitos tenham sido fundamentais para a construção da vida em sociedade, contextos temporais específicos se mostram capazes de desconstruí-los. O tabagismo, processo intimamente associado a relações de poder, prazer, status e liberdade, tornou-se nas últimas décadas problema de saúde mundial, o que se pode explicar por fatores como a indústria do tabaco e questões psicoativas.

Em primeiro plano, visando ao aumento da lucratividade em suas atuações produtivas aliado a fragilidade de normas legais ineficientes, convidativas à percepção de impunidade, a indústria do tabaco utiliza diversas substâncias tóxicas na produção do cigarro. A nicotina e o alcatrão ao serem inaladas provocam efeitos neuros sensoriais prazerosos e são os responsáveis pela dependência química.

Outro aspecto decisivo nesse cenário preocupante encontra-se no aumento relevante da ocorrência de doenças cardiorrespiratórias e psicossociais contemporâneas até a morte. Patologias como doenças pulmonar obstrutiva crônica, câncer de diversos tipos, hipertensão, acidente vascular cerebral, depressão são as consequências do uso do tabaco, gerando um prejuízo de 21 bilhões aos cofres públicos.

Para que se reverta, portanto, esse cenário preocupante do tabagismo, urge a necessidade de que o governo por meio do poder legislativo crie leis que proíbam a produção e o consumo do tabaco. Ao Ministério da cultura a responsabilidade de realizar campanhas publicitárias por meio das redes midiáticas ao combate do tabagismo. Ao Ministério da Saúde a responsabilidade de aumentar o incentivo financeiro para o programa nacional de controle ao tabagismo, capacitação de profissionais de saúde, palestras nas escolas. Como disse Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, em ela tampouco a sociedade muda. Assim, estaremos garantindo um futuro aos nossos jovens cidadãos livre desse produto deletério que é o tabaco.