Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/10/2018
Na década de 60, tornou-se rotineiro o estímulo ao consumo de cigarro nas telas de cinemas hollywoodianos, a partir de papeis destinados a personagens fumantes, que vinculavam o uso da droga à garantia de status social. Atualmente, no entanto, órgãos de saúde e pesquisa, como a OMS (Organização Mundial da Saúde), propagam os inúmeros malefícios sociais, ambientais e à saúde advindos do uso de charutos, cachimbos e outros derivados do tabaco. Dessa forma, é imprescindível que haja um amadurecimento da sociedade civil quanto aos riscos de estimular e adquirir hábitos tabágicos.
Primeiramente, verifica-se no tabaco, além de outras substâncias tóxicas, como alcatrão e monóxido de carbono, uma considerável quantidade de nicotina, elemento capaz de ser absorvido pelos pulmões e de entrar na corrente sanguínea em aproximadamente 10 segundos. A falsa sensação de bem estar, gerada por um estímulo cerebral, é substituída por inúmeros problemas de saúde, como elevação da pressão arterial, doenças cardiovasculares e câncer de pulmão, por exemplo. Além disso, essas enfermidades regularmente acometem fumantes passivos, indivíduos caracterizados por uma exposição frequente à fumaça de derivados do tabaco.
Em segunda instância, além de acarretar problemas fisiológicos, o fumo é responsável por alterações na ordem financeira dos países, dando ênfase àqueles com economia em desenvolvimento e carentes de políticas de regulamentação eficazes, como a Indonésia e o Paraguai. A perda total ou parcial da capacidade produtiva dos fumantes, somada aos gastos hospitalares destinados ao tratamento de doenças ocasionadas pelo uso do cigarro, geram elevadas despesas aos cofres públicos. De acordo com dados veiculados pela Revista Galileu, o tratamento de enfermidades vinculadas ao tabaco custa, por ano, 21 bilhões de reais para o tesouro brasileiro.
É indispensável, portanto, propor medidas que objetivem reduzir os danos ocasionados pelo tabagismo à saúde e à economia brasileira. As prefeituras, em parceria com as Secretarias de Saúde dos municípios, devem garantir a injeção de investimentos públicos nos hospitais das cidades, destinados ao tratamento e à prevenção de doenças advindas do vício em cigarro, a fim de garantir um tratamento rápido e eficaz aos fumantes. Ademais, o Ministério da Saúde deve incentivar, nas escolas públicas do país, a promoção de palestras coordenadas por médicos e especialistas, que contem com a participação de alunos e responsáveis, de forma a disponibilizar um aporte maior de informações acerca do perigo da adoção de hábitos tabágicos.