Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/10/2018

Implementada pela Organização Mundial de Saúde, a Convenção- Quadro para Controle do Tabaco estabelece um conjunto de medidas que preconizam a prevenção dessa dependência química, além de reduzir o consumo do tabaco. Entretanto, contrariando a satisfatória aplicação das propostas conferidas por esse órgão supranacional, uma expressiva parcela social canarinha apresenta a toxicomania, assim como, demais segmentos encontram- se vulneráveis a adequação do tabagismo , o que se deve a fatores como inoperância estatal e fraca pauta escolar.

Em primeira instância, quando Thomas Hobbes afirma em “Leviatã” que o homem é naturalmente maligno, sendo capaz de violar o bem-estar social para que concretize os interesses particulares, evidencia o poderio das indústrias do tabaco em um contexto de políticas públicas pouco efetivas, no sentido de limitar a ação nefasta dessas empresas. Nessa perspectiva, o Estado não impõe elevada taxação sobre os derivados do tabaco,o que favorece o desenvolvimento de inovações tecnológicas nocivas à saúde  como os cigarros eletrônicos, assim, corrobora a perpetuação do tabagismo.

Deve-se abordar,ainda, que de acordo com Immanuel Kant, o esclarecimento é fundamental para que o ser humano atinja o estado de maioridade, contudo os adolescentes diante de um precário alicerce educacional tornam-se manipuláveis pela indústria cultural e pelo meio social, por essa razão ocorre uma iniciação precoce e equivocada do tabaco. Consequentemente, patologias como o câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias acometem uma parcela social desinformada sobre os riscos do consumo de nicotina.

Infere-se, portanto, que é necessário impactos diretos na indústria do tabaco e em planos educacionais sobre o sustentáculo tabagista. A fim de minimizar os impactos do tabagismo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve fiscalizar, por meio de visitas periódicas, indústrias no que tange ao banimento de substâncias tóxicas cancerígenas.