Superexposição nas redes sociais

Enviada em 03/08/2021

No seriado norte-americano ‘‘13 reasons why’’ Hanna, a protagonista da série, tem suas fotos íntimas vazadas na internet, após essa exposição indesejada ela começa a passar por episódios de assédio, bullying entre outras violências psicológicas. Em consonância com o programa, a sociedade brasileira não é diferente, visto que desde personalidades famosas como atrizes e digital influencers até mesmo pessoas anônimas sofrem essa superexposição nos dias de hoje. Tal problemática se dá não só pela normatização do exibicionismo excessivo, mas também pelo desconhecimento dos riscos atrelados a isso por parte dos usuários das redes sociais.

Nessa perspectiva, com a evolução tecnológica e a democratização do acesso as redes sociais é notório o convivio prolongado e rotineiro dos indivíduos com as mídias sociais, que tem por consequência natural a longo prazo a superexposição e a naturalização do exibicionismo exacerbado. Dessa maneira, os usuários ao não terem a capacidade de dividir as questões pessoais do meio público estão suscetíveis a ataques tanto psicológicos como físicos por parte dos outros usuários que estão no anonimato da internet.

Posteriormente, o desconhecimento dos riscos que os internautas correm ao tornarem pública sua vida pessoal é um fator agravante para a continuidade da problemática da superexposição. Assim sendo, cada vez mais pessoas comuns são vitimas de todo tipo de violência, como golpes, sequestros, crimes de racismo, xenofobia entre outros que são viabilizados pelo acesso a informações e caracteristicas pessoais das vítimas. Portanto, nota-se a necessidade de uma atuação mais proativa do Estado e da sociedade como um todo para reduzir ao máximo essa situação que assola principalmente a camada mais vunerável da internet, como crianças e idosos.

Conclui-se que, a fim de solucionar a questão da superexposição nas redes sociais, o Governo Federal através do Ministério da Educação deve promover campanhas de conscientização em escolas, espaços públicos e principalmente nas redes sociais onde estão as vítimas em potencial da problemática. Além disso é preciso a intensificação da atuação de orgãos responsáveis pelo combate a crimes cibernéticos para que haja um ambiente mais seguro e saudável para todos os usuários.