Superexposição nas redes sociais

Enviada em 02/08/2021

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere à superexposição nas redes sociais. Com isso, o vício em se expor pode afetar a saúde mental das pessoas e facilitar a atuação de cibercriminosos.

Em primeiro lugar, atualmente a sociedade está sendo movida pela mídia, o que ajuda os indivíduos pelo fato de gerar empregos. Entretanto, para isso as pessoas precisam expor suas vidas todos os dias e junto com essa ação há as críticas dos usuários, as quais na maior parte acaba afetando o psicológico desses seres. Por exemplo, recentemente Virgínia Fonseca contou em seu Instagram que iria furar a orelha de sua filha e que já gostaria de realizar o segundo furo, por isso foi alvo de diversas críticas devido a bebê ter apenas um mês. Diante disso, ao passar um tempo ela colocou um story chorando, no qual disse não estar bem. Portanto, é preciso que os humanos usem a web com mais consciência, pois podem estar prejudicando a saúde de alguém.

Além disso, essas exibições nas redes ajudam a atividade de cibercriminosos, como pedófilos, estupradores e sequestradores. Logo, ao exibir, principalmente as crianças, atrai a atenção desses transgressores que, por meio de informações confidenciais apresentadas, como sobrenome, telefone, endereço e lugares frequentados, acabam cometendo delitos e proporcionando revoltas aqueles que se superexpõem aos seus amigos e familiares. Assim, segundo o especialista em segurança Nelson Barbosa, só em 2017 no Brasil, obteve 62 milhões de vítimas de crimes virtuais, sendo esses de vários tipos, como econômicos, ofensivos e invasivos. Dessa modo, é preciso que os sujeitos tenham cuidado ao apresentar informações exageradas na internet.

Em suma, é visto os graves problemas causados pela exposição exagerada nas redes. Dessa maneira, faz-se necessário que o Ministério da Saúde e o da Educação, promova campanhas publicitárias através da televisão e da internet e realizem palestras, roda de conversa e documentários nas escolas, com o intuito de divulgar os perigos e consequências da superexposição, tendo a finalidade de mostrar a necessidade de utilizarem a mídia com mais consciência. Então, todos saberão o mal que podem causar ao próximo em relação a sua saúde e as oportunidades que poderão estar dando aos criminosos, ao usar de forma incorreta as redes.