Superexposição nas redes sociais
Enviada em 06/05/2021
A internet teve seu princípio durante a Segunda Guerra Mundial, no século XX, na qual foi utilizada como ferramenta de comunicação de informações secretas pelo exércido dos Estados Unidos da América. Desde então, ela se desenvolveu e ganhou a utilidade que é presenciada nos dias atuais, além de possibilitar a criação das redes socias, mudando o modo como a sociedade contemporânea se relaciona. Entretanto, a intensa presença do mundo cibernético na vidas dos indivíduos trás a tona a autoexposição excessiva de dados pessoais, tal problemática urge como forma de autoaceitação e devido a superficialidade das relações.
Diante disso, as pessoas tendem a buscar ser aceitas e a pertencerem um grupo mesmo que, para isso, seja necessário compartilhar informações confidenciais.Nessa perspectiva, à luz do sociólogo Émile Durkheim, os indivíduos possuem valores, ideais e princípios tendo em comum uma consciência social, a qual passou a ser compartilhada pelas redes sociais fazendo com que fosse possível a criação de um mundo de aparências e mentiras como forma ser aceito pelos demais usuários. Ademais, os aplicativos de informaçôes também permitem que diversas pessoas acessem os dados de seus navegadores o que pode acarretar no “vazamento” de dados íntimos, caso o indivíduo não tenha o devido cuidado, com consequências irreversíveis.
De maneira complementar, a presença da tecnologia na comtemporâneidade, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, enfraqueceu as relações de modo que as infinitas possibilidades de escolhas tornou o mundo líquido e indurável. Nesse sentido, a falta de solidez gera um vazio, o qual é preenchido pelas notificações de curtidas e comentários dando um prazer imediato.Por conseguinte, a exposição torna-se viciosa e compulsiva induzindo as pessoas a realizarem cada vez mais postagens.
Em suma, para reverter tais quadros, faz-se necessário que o Ministério da Cultura e Educação (MEC) crie, nas Instituições Educacionais de nível fundamental e médio uma disciplina de educação tecnológica, pela promulgação de leis coercitivas, a fim de ensinar, desde cedo, os perigos que a tecnologia pode oferecer para seus usuários, conscientizando as crianças e os adolescentes. De forma conjunta, o Estado deve promover para a comunidade espaços públicos, por meio da construção de quadras e praças nos bairros, com objetivo de incentivar a socialização e mitigar o manuseio dos aparelhos eletrônicos. Portanto, somente assim será construída uma sociedade consciente que dificilmente será manipulada pela tecnologia.