Superexposição nas redes sociais
Enviada em 07/05/2021
Na série literária “Percy Jackson e os Olimpianos” escrita por Rick Riordan, Percy e seus amigos, por serem semideuses, não podem usar as redes sociais, pois isso deixa suas vidas ainda mais desafiadoras, uma vez que a exposição na mídia social atrai monstros. Analogamente ao livro, muitas pessoas acabam sendo perseguidas por “monstros” ao se exporem frequentemente em seus perfis virtuais, que tentam usurpar-lhes a saúde mental e também o direito de liberdade e segurança.
Em primeiro lugar, é fundamental analisar a influência das redes sociais no cotidiano da população. Advindos da globalização, os grandes sites como Facebook, Instagram e Twitter são os principais meios de comunicação e compartilhamento de informações, porém, ultimamente, estas tão importantes ferramentas acabaram por se tornar vetores de transtornos psicológicos. De acordo com Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso. Levando em conta o pensamento do filósofo, o trabalho dos “Digital Influencers” dentro das páginas tende a frustrar seus seguidores, uma vez que a superexposição de seus estilos de vida utópicos tendem a ser seguidos por cidadãos comuns, que acabam por se martirizar por não serem capazes de agir como tal, e assim leva-os a desenvolver graves transtornos psicológicos e de autoestima.
Ademais, a superexposição resulta em um lapso de segurança pessoal. Segundo Jean Paul Sartre, o ser humano é condenado a ser livre, sendo assim é responsável por tudo que faz. Tendo em vista a máxima filosófica, o usuário é inteiramente responsável por um possível ataque cibernético ou pessoal, uma vez que para ganhar “likes” acaba por compartilha diversos detalhes de sua vida pessoal nas redes. Tal ação pode resultar em chantagens, sequestros de menores ou pode até mesmo chamar a atenção de “hackers” que acabarão com a segurança pessoal do cidadão. Logo, se faz necessário uma intervenção para proteção dos usuário das redes sociais.
Fica evidente, portanto, que a superexposição resulta em graves consequências para a população. Sendo assim, é função do Estado, juntamente com o Poder Judiciário, criar uma lei voltada para a ação dos “Digitais Influencers”, que fará com que estes profissionais evitem a superexposição e exponham a sua realidade de maneira dosada e coerente, para que os usuários não sintam a frustração de não poder viver como tal. A Mídia, por sua vez, deve fazer campanhas publicitárias, afim de instruir os usuários das redes sociais a não compartilharem informações pessoais que possam colocar suas vidas em perigo. Somente assim, poderemos finalmente viver em um mundo virtual sem medo de ataques de “monstros”.