Superexposição nas redes sociais

Enviada em 29/03/2021

O livro “1984”,escrito por George Orwell, revela um mundo distópico em que o governo monitora os cidadãos através da “Teletela”, um aparelho que capta imagem e som. Logo, podemos associar a vigilância do regime com a superexposição nas redes sociais, que tiram a privacidade de muitas pessoas, e dificilmente reverte essa situação. Portanto, é nítido o tamanho da problemática e que medidas devem ser tomadas para sua resolução.

Em primeira análise, é evidente que a tecnologia consagrou-se no contidiano e na comunição, resultado da criação das redes sociais. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o medo da exposição foi trocado pela alegria de ser notado. Então, se relacionarmos o pensamento do intelectual, é ponderável afirmar que o espaço dado à internet criou um novo comportamento antropológico. Dessa maneira, as pessoas que se expõem recebem doses de prazer com os “likes” e seguidores, porém são muito mais suscetíveis a receberem ataques e invasões de privacidade.

Ademais, as plataformas hordienamente não são só uma maneira de conexão entre as pessoas, mas movimentam também questões econômicas, políticas e sociais. Conforme retalava em seus escritos, Max Weber defendia que existia um capital que não seria composto de dinheiro em si, mas de status, ele chamou-o de capital político. Sendo assim, a superexposiçao nas redes, deshumaniza os indivíduos e os transforma em números. Além disso, ela robotiza a pessoa que se expõe, que para garantir tal retorno, molda-se em um personagem rentável.

Destarte, é perceptível a necessidade do Governo Federal para a resolução do problema. Para que a superexposição nas redes sociais não seja mais um empecilho na vida de muitas pessoas, urge que o Ministério da Educação crie minicursos que informem sobre a tecnologia, por meio de subsídios governamentais. Assim, professores deveram ser capacitados,e a grade escolar terá que conter aulas sobre o assunto. Dessa forma, desde cedo as pessoas terão consciência de como se portarem nas redes sociais. Somente assim, a realidade não será assemelhada a “1984”.