Superexposição nas redes sociais
Enviada em 23/03/2021
Nos últimos anos, junto com a popularização da internet em grande parte da realidade brasileira, a exposição de informações nas redes sociais cresceu de maneira alarmante, tornando-se, frequentemente, irresponsável e exagerada pelos variados tipos de usuários. Com a superexposição, surgem alguns problemas que vão além da falta de privacidade das pessoas, desde o comprometimento da segurança e dos dados dos cidadãos em situações mais simples, até, em casos mais graves, o uso das informações expostas para a facilitação e execução de crimes, dentro ou fora do contexto cibernético.
Graças a proporção gigantesca que as redes sociais atingiram, atrelou-se um sentido econômico a elas. A visibilidade e a repercursão das publicações passaram a ser associadas a um potencial lucrativo. Quanto maior o alcance, maior a possibilidade de um ganho monetário em relação ao que foi exposto. Nesse contexto, muitos internautas se encontram em uma busca desmedida de repercursão e de alcance. Na tentativa de viralizar seus conteúdos, acabam expondo demais de suas vidas, das pessoas à sua volta e até mesmo de estranhos, com quem não têm contato íntimo e direto.
Além do contexto comercial, que é um considerável estímulo à superexposição, existe uma tendência geral a este processo mesmo em usuários que não têm um interesse econômico por trás dessa atitude. Acabam, muitas vezes sem refletir sobre as consequências, postando publicamente detalhes em excesso, sobre suas vidas, suas rotinas, suas preferências, sem notar que todas essas informações ficam a um clique de quem possa se interessar, bem ou mal intencionadamente. Tantas informações podem possibilitar fraudes bancárias, assaltos, e outros diversos tipos de problemas, dependendo do grau de exposição e do que foi exposto.
Portanto, é evidente que o excesso de informações publicadas nas redes é um problema que pode ter consequências mais graves que apenas a falta de privacidade dos cidadãos. Assim, algumas medidas se fazem necessárias para que possamos frear essas consequências, considerando que, assim como a popularidade da internet e das redes, elas têm a tendência de continuarem aumentando. Através de propagandas, tanto nas redes sociais quanto na televisão, o governo deve alertar os usuários e estimular a reflexão sobre as consequências e os perigos da superexposição. Além disso, o poder Executivo deve garantir que a legislação já vigente sobre crimes cibernéticos e relacionados se faça valer, garantindo a segurança de todos. Dessa forma, garantiremos um ambiente online mais seguro e democrático, acentuando os lados positivos da tecnologia.