Superexposição nas redes sociais

Enviada em 13/10/2020

A vida digital é recente na história humana e aprimora-se mais rápido do que é possível perceber. Tecnologias de comunicação de cinco anos atrás estão ultrapassadas, mas cinco anos na régua temporal da humanidade é breve como um piscar de olhos. O que se vê atualmente é uma mudança brusca na socialização impulsionada pelas redes sociais, que pode trazer danos aos seus usuários e à sociedade em si.

O smartphone é o principal vetor da comunicação digital. Seu uso é prático e intuitivo, feito para não largar das mãos. As empresas utilizam o design desse aparelho para moldar seus aplicativos, prendendo o usuário no feed infinito. Também dão recompensas ao compartilhar momentos de sua vida pessoal e ao acompanhar a vida alheia, e, ao final, novas relações interpessoais são fabricadas.

Os reflexos do compartilhamento excessivo se mostram presentes na rotina das pessoas. Antes de comer, tira-se uma foto do prato. Depois de assistir a um filme, posta-se suas opiniões sobre a obra. O comportamento em sociedade está se modificando através dos hábitos propagados online sem que indivíduos percebam.

Dessa forma, é necessário que agentes do Estado, através de sanções, pressionem as empresas donas de redes sociais a deixarem claro em seus termos de uso os riscos do uso excessivo de seus aplicativos. Deve-se iniciar uma campanha que alerte as pessoas sobre a superexposição online, lembrando que há vida fora da tela e que é possível conversar e socializar sem teclar, como foi feito durante séculos.