Superexposição nas redes sociais
Enviada em 25/09/2020
A Revolução Técnico-Científico Informacional é caracterizado por ultrapassar barreiras geográficas e reduzir distâncias, por intermédio dos mecanismos tecnológicos. Nessa perspectiva, com advento da internet houve o desenvolvimento das redes sociais - espaço designado para o compartilhamento de informações e interações virtuais - as quais ocasionaram um cenário social de intensa exposição, à medida que os usuários expõem as suas vidas demasiadamente para muitos indivíduos desconhecidos. Nesse contexto, urge analisar como a dependência tecnológica e os aplicativos cibernéticos impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar ,a princípio ,que à superexposição nas redes sociais está intrinsecamente relacionada à dependência dos indivíduos ao âmbito virtual. Segundo uma pesquisa realizada pela Ibope Media,95% dos brasileiros entre 15 e 33 anos que possuem acesso à internet se consideram viciados em tecnologia. Nesse viés, tal panorama decorre devido à imposição social que para pertencer a determinado grupo é necessário ser ativo e expor ao público na internet todos os momentos vividos sem qualquer resguardo a privacidade. Diante disso, muitos indivíduos desenvolvem vontades compulsivas de compartilharem toda a sua rotina,viagens,conquistas e momentos de lazer na esfera virtual e, consequentemente, se tornam viciados e propícios ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade, em razão da superexposição.
Outrossim, vale salientar ,ainda, que à logica de mercado dos aplicativos cibernéticos desenvolvem nas redes sociais diversos meios para prenderem a atenção dos usuários. De acordo com a empresa GlobalWebIndex, o Brasil é o 2° país no ranking que mais passa tempo em redes sociais. Isso ocorre ,sobretudo, devido ao desenvolvimento dos aplicativos virtuais de mecanismos que proporcionam as pessoas o compartilhamento em tempo real, como os stories do instagram, os quais promovem uma exposição excessiva do cotidiano dos usuários e ,por conseguinte, conseguem fixar a concentração dos indivíduos por horas na frente de um aparelho móvel. Dessa forma, ao se analisar a conjuntura social, percebe-se a intensa interação dos indivíduos aos meios virtuais.
Infere-se,portanto,que é imprescindível adotar medidas para minimizar à superexposição dos indivíduos nas redes sociais.Logo, cabe ao Ministério da Educação promover nas escolas,desde as séries iniciais, palestras e debates que visem orientar os discentes acerca dos prejuízos da perca de privacidade no ambiente virtual, uma vez que o público infanto-juvenil está intensamente ativo nesse meio. Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados,como psicólogos,com o fito de ampliar o senso crítico dos cidadãos em relação as redes sociais.