Superexposição nas redes sociais
Enviada em 09/07/2021
Segundo a Ibope Media, 95% dos brasileiros entre 15 e 33 anos que possuem acesso à internet se consideram viciados em tecnologia. Nessa pesperctiva, na conjuntura contemporânea, observa-se que uma parcela da sociedade está hiperconectada ao mundo virtual, o que propicia um cenário de superexposição nas redes sociais, em decorrência do intenso compartilhamento da privacidade dos indivíduos. Nesse contexto, urge analisar como os aplicativos cibernéticos e a dependência tecnológica impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que o excesso de exposição no meio virtual está intrinsecamente relacionado à difusão dos aplicativos de redes sociais. De acordo com a empresa GlobalWebIndex, o Brasil é o segundo país no ranking que mais passa tempo em redes sociais. Nesse viés, tal panorama ocorre, sobretudo, devido ao desenvolvimento das redes de interações nos aplicativos, como Instragram e Facebook, os quais possibilitam que os usuários compartilhem demasiadamente suas vidas em tempo real. Desse modo, milhares de indivíduos passaram a priorizar o ambiente virtual e expor a suas privacidades de maneira exarcebada e, consequentemente, desenvolveram laços de sujeição as redes sociais ao ficarem horas online.
Outrossim, vale salientar que a dependência tecnológica propiciou um cenário de indivíduos viciados em redes sociais. Nesse sentido, a Revolução Técnico-Científico-Informacional é caracaterizada por proporcionar a disseminação de aparelhos com internet móvel ,como os celulares e tablets, entretanto, esse advento propiciou um quadro social de subordinação. Diante disso, tornou-se comum encontrar cidadãos com esses aparelhos nas mãos navegando na rede, em virtude da imposição da necessidade diária de estar ativo no ambiente virtual compartilhando suas rotinas, conquistas, viagens e momentos de lazer. Por conseguinte, a intensa interação dos sujeitos sociais com as redes sociais ocasionou uma conjuntura de extrema exposição virtual.
Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas estratégicas para minimizar a superexposição nas redes sociais. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão do Estado responsável pela formação civil - promover nas escolas, desde as séries iniciais, palestras e debates, os quais instruam os discentes a utilizarem as redes sociais de maneira segura, uma vez que a exposição exarcebada ocorre devido à falta de cautela no uso. Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados, como educadores digitais, a fim de resguardar à privacidade dos usuários imersos nas redes sociais.