Superexposição nas redes sociais

Enviada em 25/09/2020

Na obra “utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que se o autor prega, uma vez que a superexposição de crianças e jovens em rede sociais apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a superexposição deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo  o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, jovens e crianças são diariamente expostos em redes sociais sendo vulneráveis a diversos perigos e patrões de comportamento e beleza, uma vez que a web traz consigo uma série de problemáticas como a distorção da imagem do indivíduo e consequentemente possíveis problemas emocionais. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar os pais como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, foi divulgado uma pesquisa pelo http://oglobo.globo.com que relata sobre blogueira fitness infantil, é como apresentam a menina Anna Clara Mansur, de 9 anos filha de personal trainer, em sua conta da rede social (para maiores de 13) no Instagram, possuindo mais de 150 publicações ela expõe seu dia a dia de treinos dentro de academias, vale lembrar que, esse tipo de atividade física só é recomendada para maiores de 13 anos, uma vez que, pode retardar o desenvolvimento físico da criança. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o tutelar contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a superexposição de jovens e crianças, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em criações de planos educacionais, através de palestra informativas para os pais relatando sobre as consequências da indevida implementação de seus filhos em redes socias. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da exposição, e a coletividade alcançará a Utopia de More.