Superexposição nas redes sociais
Enviada em 21/04/2021
Com origem na década de 1990, a internet surgiu com intuito de obter informações remotas de diferentes locais. Essa ferramenta tecnológica, com o passar dos anos, se aprimorou e, devido ao advento das redes sociais, tornou-se um artifício essencial para o estabelecimento e o fortalecimento de vínculos entre os indivíduos. Entretanto, o que se nota na atualidade, incluindo o Brasil, é que as pessoas, sobretudo jovens, usam o meio virtual para superexporem suas vidas. Isso ocorre, principalmente, em razão da necessidade atual que muitos seres têm de mostrar as suas conquistas. Mas, em virtude dessa exposição em demasia, grande parte dos indivíduos fica vulnerável a doenças mentais e até mesmo a ataques criminosos. Deste modo, o debate, em especial, nas escolas, acerca do mundo digital é uma tarefa indispensável.
Nesse contexto, destaca-se como potencializador da superexposição nas redes sociais, a urgência, na contemporaneidade, que a maioria dos jovens têm de exibirem as suas vivências para se sentirem aceitos e queridos por uma parcela de indivíduos no meio digital e, por conseguinte, no físico. Segundo o sociólogo Pierry Lévy, vive-se, hoje, o processo de virtualização, no qual há perda da barreira entre o real e o virtual. Dessa forma, a falsa sensação, trazida pelas mídias digitais, de que a pessoa é relevante socialmente devido a quantidade de seguidores e de curtidas que ela possui em suas redes virtuais, faz com que muitos adolescentes partilhem suas privacidades em busca de atenção pública.
Em consequência da superexposição tem-se o avanço de distúrbios psíquicos, como a ansiedade e a depressão. Isso porque ao se exibirem nas redes sociais, os indivíduos podem não receber a quantidade de curtidas, logo a atenção, que tanto esperavam. Por isso, muitos jovens, além de apagarem o “post”, começam a ficar deprimidos e a ter distúrbio de imagem, comparando-se fisicamente com outros que apresentam um grande número visualizações em suas postagens. Ademais, os ataques morais e físicos são outros riscos da exposição em demasia, posto que ao mostrar seus passos nas redes, todos passam a ter acesso às vivencias compartilhadas. Assim, pessoas de má índole podem usar as informações adquiridas para atemorizar o indivíduo que se expôs. Como exemplo, tem-se a apresentadora Ana Hickmann, que após publicar o local onde estava, teve sua vida ameaçada por um suposto fã.
Portanto, objetivando reduzir os prejuízos trazidos aos indivíduos, sobretudo aos jovens, com a superexposição nas redes, compete às escolas trabalharem com seus discentes acerca dos riscos da exibição em demasia na internet. Isso deve ser feito por meio de palestras e de trabalho extraclasse, alertando os adolescentes e os estimulando a buscar informações sobre o assunto, respectivamente.