Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 10/11/2020

Na serie americana “Dr House”, tem como uma das suas principais criticas a automedicação. No seriado, o medico infectologista House é viciado em um remédio que diminui suas dores, em contraponto, sua função no hospital é descobrir os malefícios da automedicação de seus pacientes e os problemas a longo prazo provocados. Não distante da ficção, nos dias atuais, o crescimento significativo de Superbactérias ser ou não reflexos da automedicação, tem gerado polêmicas. Nesse sentido, torna-se necessário o debate acerca de suas causas e prováveis consequências.

A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se ao uso indiscriminado de remédios. Em conformidade, no discurso do Prêmio Nobel de 1945, Alexander Fleming, inventor da penicilina, alertou sobre o perigo de bactérias resistentes ao medicamento serem selecionadas, por seleção natural, devido o seu uso irresponsável ou tratamento inadequado. Como prova, relatórios divulgados pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) apontam que mais de 42% da população brasileira toma antibiótico sem receita. Dessa forma, é perceptível que a difusão de Superbactérias, tem como uma das causas a automedicação.

Outrossim, vale ressaltar que essa situação pode vir a corroborar um problema de saúde mundial. Segundo pesquisas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 700 mil pessoas morrem por ano em decorrência da resistência bacteriana, tendo como estimativa que esse número passe de 10 milhões em 2050. No relatório aponta ainda, a falta de investimento financeiro em pesquisas que vissem o surgimento de novos antibióticos, devido a falta de lucro e retorno financeiro da Indústria Farmacêutica. Evidencia-se, portanto, consequências provocadas pelo surgimento de superbactérias.

É compreensível, desse modo, que medidas que vissem reduzir os prejuízos da automedicação no surgimento de bactérias resistentes, necessitam ser mencionados. Logo, o Ministério da Saúde em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devem racionalizar o uso de medicamentos através de sofwares e sensores que administrem micro doses com adesivos na pele, de maneira a melhorar a administração de antibióticos e ter o maior controle pelo Governo, além de campanhas que estimulem evitar a automedicação. Ademais, é preciso que Estado Brasileiro em adição com empresas privadas, crie fundos de financeiros de modo a investir em Centros de Estudos e Tecnologia na busca de novos antibióticos. Com essa medidas, os efeitos a longo prazo previstos na serie “Dr House” não caminhe a ser realidade no presente.