Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 05/10/2020
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a automedicação está relacionada ao uso de medicamentos por conta própria e sem a devida prescrição feita por um profissional de saúde. Ainda, a automedicação é um risco à vida do usuário, visto que pode causar problemas de saúde, e pressionar a seleção das espécies -que pode gerar as superbactérias- apontado por Charles Darwin. Sob essa óptica, faz-se imperioso apontar os principais riscos desse problema, salientando não somente o sistema precário de saúde, mas também a fácil influência social de um meio de indivíduos.
Com base nisso, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, o cidadão deve receber os benefícios da saúde assegurada pelo Estado, no entanto esse direito é negligenciado pela falta de investimentos na saúde pública, visto que poucos capital financeiro é voltado para a melhoria de postos de saúde e hospitais em todo o Brasil. Em razão disso, ocasiona nos cidadãos a iniciativa na compra de remédios sem o diagnóstico preciso e prescrição médica para, principalmente, evitar estabelecimentos públicos em estados precários com muitas filas. A partir desse pressuposto, doenças antes facilmente curadas com o auxílio de medicamentos corretos agora são praticamente intratáveis e responsáveis pela morte de várias pessoas no País e em todo o mundo.
Ademais, outro fator, o qual influencia nessa questão, é o comportamento cultural e social hodierno. De acordo com estudos antropológicos, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e repetido pelas pessoas, tornando facilmente qualquer coisa cultural e aceita, mesmo que errada. Nesse contexto, o ato de automedicar-se já está assimilado pelos brasileiros, pois a atitude de comprar e estocar medicamentos comuns no cotidiano caso haja qualquer sintoma viral ou bacteriano já é uma realidade há muito tempo. Porém, sem o auxílio médico, tais medicamentos podem vir somados à problemas, como a dependência e resistência a certas substâncias, provocando o aumento potencial de doenças intratáveis. Em razão disso, a mudança comportamental dos cidadãos para contornar a situação é necessária.
Assim, é preciso que o Ministério da Saúde, atrelado às Secretarias Regionais, deve promover um maior destaque de investimentos para a saúde pública, por meio de emendas constitucionais, destinando o capital para os estados do Brasil, em especial, para áreas com maior precariedade em áreas hospitalares, com o objetivo de motivar a ida das pessoas para esses locais, com a possibilidade de oferecer um adequado atendimento diante de qualquer problema. Ademais, o Ministério da Educação deve divulgar informações sobre os perigos da automedicação em escolas e na mídia, com o fito de conscientizar jovens. Assim, o Brasil superará perigos de superbactérias e da automedicação.