Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 30/06/2020
O desenvolvimento da ciência na área da saúde auxiliou a evolução dos seres humanos, mas a disseminação de informações sobre remédios, por meio da internet, provocou um aumento no índice da automedicação pela própria população, o que proporcionou, consequentemente, o surgimento de superbactérias. Com este, a dificuldade na criação de novos e eficazes medicamentos transforma-se em preocupação, visto que doenças, antes controladas, se manifestam de forma mais rígida e o tratamento conhecido para estas é infrutífero.
Há mais de trinta anos, não há progresso eficiente na descoberta de novos antibióticos, indicam as recentes pesquisas feitas por diversas universidades especialistas neste ramo de estudo. Uma vez que ocorre mutação no genoma de uma bactéria, sucede o aparecimento de uma nova, forte e melhor bactéria, a qual é denominada superbactéria. Esta mutação é causada, principalmente, pelo uso indiscriminado da sociedade para a própria automedicação, mas também surge da utilização exacerbada na agropecuária para que haja melhor rendimento de produção, o que, consequentemente, garante maiores lucros.
A oposição entre pesquisadores e ruralistas gera um debate sobre a potencialidade de antibióticos e o seu emprego acentuado a fim de que exista um planejamento para que não afeta tanto a população quanto a economia. Ademais, o descontrole social para manter-se medicado e, assim, sobreviver as pressões impostas pela sociedade é ampliado intensamente por meio de informações disseminadas na internet de forma irresponsável e falaciosa. Dessa forma, é possível concluir que o avanço tecnológico, juntamente com o capitalismo, cria um espaço virtual instável e dubitável.
Diante dessa perspectiva, é urgente que o Congresso Nacional amplie os recursos financeiros, por meio da mudança nas Leis de Diretrizes Orçamentárias, da área de pesquisa e desenvolvimento de técnicas e medicamentos, com apoio da Bancada Ruralista, para que ambos conciliem seus trabalhos e criem propostas eficientes a fim de que tenha segurança na propagação de análises e testes de novas terapias para a área farmacêutica. Além, de assegurar, por meio de leis rígidas criadas pelo Comitê Geral da Internet, o compartilhamento de informações sobre remédios e suas formas de tratamento somente para empregadores das áreas de saúde e de farmácia. Assim, garantindo o amplo acesso aos resultados das pesquisa para responsáveis, o que, por conseguinte, cria uma possibilidade de vantagem na luta contra as superbactérias.