Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 30/06/2020

A Ciência, ao longo do tempo, vem evoluindo de forma significativa, produzindo uma série de benefícios ao ser humano. Um exemplo disto, foi o surgimento de antibióticos, substâncias capazes de matar micro organismos que atentam contra nossa vida. De fato, este avanço propiciou a redução drástica de taxas de mortalidade, porém, o uso excessivo e muitas vezes desnecessário, principalmente em países subdesenvolvidos como Brasil, levaram a comunidade científica a um novo desafio: superbactérias, seres que evoluiram em uma lógica darwiniana, e resistentes a medicamentos. Assim, é necessária uma análise para entender o problema e encontrar soluções.

Primeiramente, alguns dados: De acordo com a OMS, cerca de 700 mil pessoas morrem todos os anos, vítimas de bactérias resistentes, podendo chegar a 10 milhões de óbitos anuais no mundo até 2050, sendo a maior incidencia na America do Sul, África e Asia. Dando continuidade, de acordo com Doutor Drauzio Varella, é consenso entre profissionais de saúde que, o grande problema se situa no consumo exagerado de medicamentos contra bactérias, por vezes sem necessidade, incluindo combate a inflamações de garganta e outras doenças virais. Desta forma, pode-se afirmar que a falta de informação da população está sendo um dos fatores causadores deste fenômeno.

Dando continuidade, o problema também tem implicações economicas. Organismo resistentes demandam maiores gastos com internações e insumos decorrentes de tratamentos prolongados. Além disso, de acordo com matéria da revista Veja, alguns agentes da indústria farmaceutica estão  reduzindo seus investimentos em desenvolvimento para esta área, tendo vista que os organismos estão criando resistência de forma acelerada, fazendo com que  os lucros se reduzam cada vez mais. É correto afirmar que o uso indiscriminado está cobrando seu deságio tanto em dinheiro quanto em vidas.

Para finalizar, é correto a ideia que superbactérias são produtos de atitudes irracionais no uso de medicamentos. Ademais, uma solução viável no Brasil seria: Por iniciativa do Ministério da Saúde, a compra em massa de testes rápidos e assertivos, que fossem capazes de identificar em uma infecção o agente infeccioso, seu grau de periculosidade e em qual estágio a infecção se encontra. A este orgão, em conjunto com secretárias estaduais e municipais, caberiam também a responsabilidade de delimitar quantidades ideais de medicamentos para cada microorganismo, em cada estágio e para cada tipo de pessoa. Na prevenção, caberia ao Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Cidadania a responsabilidade de concientizar crianças e adultos a, primeiramente, terem cuidados básicos com higiene pessoal e principalmente a consciencia para uso de farmacologicos de forma racional. De fato, com a colaboração de todos os envolvidos, é possível vislumbrar uma melhora no quadro atual.