Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 02/07/2020
Invisível ao olho nu e por todos os lados, as bactérias, estão em nosso planeta muito antes de nós. A penicilina, como é conhecida, foi o primeiro antibiótico a combater esses microrganismos. Porém, o uso de forma inadequada, e de grande escala de medicamentos dessa natureza, transformou-se no principal fator para a criação de um microrganismo resistente, a chamada superbactérias.
Hodiernamente, é muito comum ir ao pronto socorro, e esperar à prescrição de um antibiótico, tem pessoas que ficam no minimo inconformadas, se essa prescrição não vem. Segundo a Organização Nacional da Saúde (OMS) 50% dos medicamentos são prescritos e vendidos incorretamente, e mais 50% dos pacientes usam esse remédio de maneira errada, incluísse esse e o motivo de 10% das internações hospitalares no mundo todo atualmente. No entanto, essa é uma cultura que precisa ser mudada com urgência, pois as bactérias evoluem e desenvolvem uma serie de mecanismo para resistir aos antibióticos, e pior, elas podem transmitir entre si os genes responsáveis pela resistência, ou seja, se uma consegue evoluir para se tornar resistente, outras podem simplesmente adquirir o gene que confere resistência a partir dessa primeira.
Portanto, para conter esse risco eminente, envolve uma série de medidas, não só individuais, mas também, governamentais. Nesse sentido, pode-se implantar políticas de educação entre os profissionais de saúde, para reduzir a prescrição inadequada de antibióticos. Outrossim, é organizar um plano nacional de combate a bactérias resistente, junto ao ministério da saúde, e dessa forma ampliar o conhecimento sobre o tema e prevenir infecções. De fato, é um problema que as autoridades têm que levar a sério, pois não é uma dificuldade apenas no Brasil, e sim mundial.