Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 16/10/2019
Dor de cabeça? “O vizinho tomou esse remédio disse que foi bom”. Situação supracitada, elucida o cotidiano dos brasileiros que se automedicam, condição essa quando a pessoa ingere algum medicamento sem acompanhamento do profissional de saúde. Nesse sentido, no momento presente, fatores que levam esse quadro geralmente é: facilidade em comprar medicamentos no Brasil, e por sua vez como é o caso de antibióticos, seu uso excessivo pode causar a resistência desses antibióticos, promovendo a criação de superbactérias.
Em primeira análise, dados do (Instituto Científico de Tecnologia e Qualidade) relatou que, 76% dos brasileiros se automedicam, e que desse percentual, 40% costumam aumentar as doses desses medicamentos sem conhecimento do profissional de saúde. Consoante o cientista britânico Stephen Hawking “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, é a ilusão do conhecimento”, depreende-se portanto, a necessidade de iniciativas governamentais que elucide os problemas advindos da automedicação.
Por conseguinte, ao examinar o espectro social observa-se a tendência a permanência do problema, pois não é visto no âmbito socioeducacional para que seja solucionado e quando existe alguma proposta interventiva, é de praxe, pouco eficiente. Recentemente, um estudo publicado pela revista estadunidense Harvard Business review, reportou que a, nos próximos anos 500 mil pessoas sofreram com bactérias super-resistentes, e a principal causa é o uso demasiado de antibióticos, um sério problema visto que, a grama de antibióticos é limitada.
Mediante aos fatos elencado, o Governo Federal deve promover normativas que atenue o quadro atual vigente no país. Para a conscientização da população, urge que o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, crie campanhas nas redes sociais que detalhe os efeitos prévios e a longo prazo do uso de medicamentos, e que nessas propagandas comporte ferramentas e telefones e links que redirecionam o usuário para sites e canais específicos onde ele possa se orientar melhor com auxílio de psiquiatras e psicólogos. Ademais, somente assim será possível combater esse distúrbio do presente no cotidiano, e da mesma forma cobrir para o vizinho não receite mais medicamentos.