Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 08/10/2019

A mudança histórica ou a mudança de uma sociedade ocorre, segundo o pensador Karl Marx, por condições determinadas. Em afirmação própria o pensador defende que: ´´os homens fazem a história mas não sabem que a fazem´´.  A partir dessa perspectiva, compreende-se que o surgimento das superbactérias decorrendo como reflexo da automedicação é uma realidade no Brasil. Cabe então, analisar que esse hábito não só produz bactérias resistentes aos medicamentos, como também pode levar o indivíduo à morte.

É inevitável, a princípio, a necessidade de compreender que as pessoas não se atentam nas consequências geradas pela automedicação. Esse ato equivocado está favorecendo as mutações das bactérias, selecionando as mais resistentes aos antibióticos. Essas bactérias se proliferam cada vez mais no organismo, dando origem a novas bactérias com esse mesmo gene de resistência. Elas têm a capacidade de inativar os efeitos dos medicamentos, como reflexo disso, as dificuldades para perdurar o tratamento.

Outro ponto relevante nessa discussão, relaciona-se à ideia da maneira errada que os antibióticos estão sendo utilizados. É nesse contexto que se confirma à ideia de Marx, pois, as pessoas, muita das vezes, acreditam que essas ações não têm grande relevância, quando na realidade estão provocando a propagação desses antígenos.

Toda essa discussão estabelece conduta que requer mudança improrrogável. É indiscutível a necessidade dos usuários tomarem os medicamentos corretamente, não cometer interruptos entre os dias e horários, e principalmente: nunca tomar remédios sem uma prescrição médica. Dessa e de outras maneiras é possível a redução desse empasse.